O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não irá à posse do novo presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella (Defensores de la Patria, direita), que será realizada em 7 de agosto em Cali. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o petista na cerimônia.
Lula e De la Espriella ainda não conversaram oficialmente, apesar de o brasileiro ter dado parabéns pela vitória em publicação no X. Em contraponto, o petista mantém uma relação de proximidade com o atual presidente colombiano, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda) –os 2 conversaram por telefone nesta 4ª feira (5.ago.2026).

As eleições de De la Espriella e de Keiko Fujimori no Peru sinalizam o avanço da “onda azul” na América do Sul: 7 países do continente têm governantes de direita ou centro-direita.
Lula também não foi à posse de Keiko, sendo igualmente representado por Vieira.
ELEIÇÕES NA COLÔMBIA
Desde o anúncio do resultado das eleições colombianas, a tensão entre Petro e De la Espriella tem aumentado. Segundo o presidente eleito, Petro articula um “golpe de Estado” para se manter no poder depois do fim do mandato.
Antes das declarações, De la Espriella já havia suspendido o processo de transição com a equipe de Petro, interrompendo reuniões técnicas que vinham avançando desde a semana anterior.
Petro declarou que houve ilegalidades na votação e na contagem dos votos da eleição: “O atual presidente da Colômbia está diante das evidências de uma fraude eleitoral por via algorítmica e com financiamento estrangeiro proibido em nossa Constituição”.
Apesar das declarações de Petro, o candidato governista Iván Cepeda reconheceu o resultado das eleições. Cepeda, no entanto, afirmou que pretende adotar uma posição de “desobediência civil” caso o futuro governo mantenha alinhamento com a política dos Estados Unidos.
Segundo nota divulgada pelo Planalto, Lula telefonou para Petro nesta 4ª feira (5.ago) para se despedir do presidente. O petista “agradeceu pelo diálogo produtivo e pela estreita cooperação mantidos durante o período em que estiveram simultaneamente à frente de seus países”.
Os 2 conversaram há cerca de 1 mês para tratar da situação política da Colômbia.

