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Flávio foi apagado por Milei e por avatar de Bolsonaro, diz Caiado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, ironizou a participação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na convenção de seu próprio partido. Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.” nesta 2ª feira (3.ago.2026), o político goiano afirmou que o senador foi ofuscado por outras figuras da direita.

Para Caiado, a figura central de uma convenção partidária deve ser o próprio candidato, cenário que, segundo ele, não ocorreu no evento da legenda conservadora. “De repente, ele ficou apagado pelo Milei e pelo avatar. Não é? Quer dizer, foi o pai dele falando lá em IA (inteligência artificial) e o Milei. Ele foi uma ação acessória. Coadjuvante total”, declarou Caiado.

“SEM CURRÍCULO”

Ao ser questionado sobre os motivos pelos quais o eleitorado não deveria escolher Flávio Bolsonaro no 1º turno, Caiado criticou a falta de experiência executiva do adversário. O ex-governador afirmou que o senador não possui um histórico de realizações e resumiu a trajetória do rival à filiação familiar.

“O Flávio não tem currículo. Ele tem certidão de nascimento. O que é que ele vai apresentar? Vai aprender a governar na cadeira da Presidência da República?”, questionou Caiado. O candidato do PSD acrescentou que liderança “não se herda, se constrói” e que um presidente não pode governar pedindo diariamente “uma carta do pai” para resolver os problemas do país.

Flávio Bolsonaro exerce cargos no Poder Legislativo há 23 anos, mas nunca esteve no Poder Executivo. É senador desde 2019. Antes, foi deputado estadual pelo Rio de Janeiro, de 2003 a 2019.

Além de apontar inexperiência, Caiado cobrou respostas sobre o envolvimento de Flávio em investigações. Segundo o candidato do PSD, o senador precisa dar explicações à sociedade sobre sua proximidade com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. “Ele não está sabendo se explicar daquilo que está surgindo de denúncias contra ele”, afirmou.

ALTERNATIVA À POLARIZAÇÃO

Na tentativa de romper a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o herdeiro político de Jair Bolsonaro (PL), Caiado destacou a “musculatura política” de sua postulação ao Palácio do Planalto.

Disse que o PSD ganhou força após a definição de seu nome pelo partido, com o apoio dos governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Segundo Caiado, essa estrutura partidária é o diferencial em relação a outros candidatos que não possuem tempo de televisão nem sustentação para governabilidade.

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