A lobista Roberta Luchsinger teve uma mudança na sua equipe de advogados nesta 2ª feira (3.ago.2026). O advogado Bruno Salles deixou a banca que representa a empresária nas investigações sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A defesa passa a ser chefiada pelo advogado Roberto Podval, ex-defensor do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A mudança na equipe ocorre pouco tempo depois de a investigada se tornar alvo de novos inquéritos no STF por possível tráfico de influência em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Podval já atuava na equipe de defesa, mas, com a saída de Bruno Salles, assumirá a chefia das ações.
Conforme antecipou o Poder360, Roberta é investigada por realizar pagamentos na casa das dezenas de milhares de reais para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pai de Lulinha, do início de 2023 até meados de julho de 2026.
INQÚERITO DAS FRAUDES NO INSS
No início do inquérito sobre as fraudes no INSS, em abril de 2025, Lulinha e Roberta foram citados como possíveis participantes do esquema –o que ambos negam. Lulinha é alvo de 3 inquéritos, inclusive um em que é investigado pela Polícia Federal por tráfico de influência. O Poder revelou em 4 de dezembro de 2025 que Lulinha é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS.
Em maio de 2026, Roberta deu uma entrevista e disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS. Disse que se tratou de um gesto de “boa educação” e negou ter intermediado negócios entre eles: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais”.
Ao longo das investigações, a PF já identificou ao menos 6 viagens realizadas por Roberta e por Lulinha em que as reservas de ambos foram registradas sob o mesmo código localizador das passagens de avião. Os 2 foram para Portugal em junho de 2024 e percorreram outros 5 trechos nacionais, no Brasil, de abril a junho de 2025.
As viagens são consideradas pela PF como indícios da relação de amizade entre Roberta e Lulinha.
