O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou, nesta 5ª feira (30.jul.2026), a abertura de um 2º inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Dessa vez, a Polícia Federal quer apurar indícios de tráfico de influência do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Dataprev.
Ao Poder360, a defesa de Lulinha disse que a PF não encontrou provas nas investigações envolvendo fraudes do INSS e agora faz “pescaria probatória” para tentar influenciar nas eleições de 2026. “É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória”, declarou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que também é coordenador da campanha de Lula em São Paulo e do grupo Prerrogativas.
Com a nova investigação, a PF quer apurar a ligação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT. A informação foi publicada pelo jornalista Aguirre Talento, do Estadão, e confirmada pelo Poder360.
A PF suspeita que Ribas buscou contratos na Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos, e que teria bancado ao menos uma viagem para Lulinha em troca de portas abertas no governo.
A apuração identificou que Lulinha e Ribas fizeram uma viagem com o mesmo localizador em 15 de dezembro de 2024, com destino a Foz do Iguaçu. Para a PF, esse elemento indica que o empresário arcou com as despesas do filho do presidente.
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