A Netflix fechou um acordo para transmitir nos Estados Unidos as edições de 2027 e 2013 da Copa do Mundo Feminina da Fifa. Segundo a Bloomberg, o contrato foi firmado por cerca de US$ 200 milhões, pouco mais de R$ 1 bilhão na cotação atual.
O valor superou a estimativa inicial da entidade. A Fifa esperava arrecadar cerca de US$ 120 milhões com a venda dos direitos de transmissão no mercado americano. O acordo cobre transmissões em inglês e espanhol para o público norte-americano. A plataforma também produzirá conteúdos especiais para promover o torneio e suas principais estrelas.
1º contrato independente
A negociação marca uma mudança na forma como a Fifa comercializa o torneio. Pela 1ª vez, os direitos da Copa do Mundo Feminina foram vendidos de forma separada da competição masculina no mercado americano. Nas edições anteriores, as transmissões eram exibidas pela Fox e pela Telemundo dentro de pacotes mais amplos negociados com a Fifa.
A competição é a 1ª adquirida integralmente pela Netflix. A plataforma pretende complementar as transmissões com séries documentais e conteúdos exclusivos sobre atletas, seleções e bastidores, ampliando o alcance do evento antes dos jogos.
Nos anos anteriores, a Netflix acelerou sua entrada no esporte ao vivo com partidas da NFL (National Football League) e grandes lutas de boxe.
Comparativo com outros contratos
O valor pago pela Netflix ainda está distante do investido na Copa do Mundo Masculina. A Fox, detentora dos direitos exclusivos em inglês da edição deste ano nos Estados Unidos, pagou US$ 485 milhões (R$ 2,47 bilhões), pelo torneio.
Ainda assim, o contrato figura entre os maiores já fechados no esporte feminino. Fica atrás apenas do acordo da WNBA, a liga de basquete norte-americana: os direitos de transmissão rendem, em média, US$ 280 milhões (R$ 1,4 bilhão) por temporada. Os jogos são divididos entre Disney (ABC e ESPN), Comcast (NBC e Peacock), Paramount (CBS), Scripps (ION) e Versant (USA).
No caso da Copa do Mundo Feminina, a Netflix deve concentrar sozinha os direitos nos Estados Unidos. Existe a possibilidade de sublicenciar parte do pacote para emissoras abertas ou de TV por assinatura, mas esse cenário é considerado improvável.
Antes do fechamento do acordo, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu publicamente que emissoras e plataformas apresentassem propostas compatíveis com a importância do torneio, criticou ofertas abaixo das expectativas e defendeu maior valorização.
A próxima Copa do Mundo Feminina será realizada de 24 de junho a 25 de julho de 2027. O Brasil será o país-sede, marcando a 1ª vez que a competição é disputada na América do Sul.
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