O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) respondeu, nesta 5ª feira (30.jul.2026), à afirmação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de que tem “vontade de pegar na porrada esses moleques [do MBL]“. Em resposta, Kataguiri, um dos cofundadores do MBL, chamou Eduardo de “frouxo” e “covarde” e desafiou: “Vem me bater”. As declarações foram dadas em entrevista ao canal MathiasTV.
O caso começou em 23 de julho, com uma entrevista de Kataguiri ao podcast “Inteligência Ltda”. Durante sua fala, o deputado afirmou que em breve viria a público um vídeo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) traindo sua esposa, Fernanda Bolsonaro, em uma festa promovida por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Kataguiri não apresentou evidências da traição ou da existência do vídeo, mas disse que o caso se deu com “uma autoridade da República”.
Na 4ª feira (29.jul), Eduardo participou de um evento de inauguração da TLTV Timeline, um novo canal de televisão norte-americano fundado pelo jornalista bolsonarista foragido Allan dos Santos. Durante seu discurso, Eduardo citou Kataguiri.
“Do Flávio estavam falando que aparecia vídeo dele comendo russa, depois era comendo ucraniana, depois não sei quem. E aí o tal de Kim Kataguiri dando risada. Ninguém parou pra olhar pra Fernanda, a esposa do Flávio. Estão destruindo uma família. […] Dá vontade de pegar na porrada esses moleques [do MBL]”.
Já nesta 5ª feira (30.jul), Kataguiri respondeu Eduardo durante sua participação no MathiasTV: “Você tem o dobro do meu tamanho e eu tenho certeza absoluta que você não tem coragem de bater em ninguém. Mais uma vez: eu te chamei de bandido na sua cara. Você baixou a cabeça. Você é um frouxo, você é um covarde. Vem aqui me bater”.
O deputado ainda criticou a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. O filho de Jair Bolsonaro (PL) está autoexilado no país desde fevereiro de 2025. Diz fugir de uma “perseguição política” contra sua família.
Kataguiri comentou que Eduardo fugiu “no menor sinal” de que seria preso. Em junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo.
