Cerca de 50.000 imigrantes entraram no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em um intervalo de 24 horas. Dessas, 37.000 (74%) voltaram voluntariamente ao Marrocos. Os dados são do Ministério do Interior da Espanha, que registrou travessias por terra e por mar desde 5ª feira (30.jul.2026), conforme a agência Reuters.
Segundo Fernando Grande-Marlaska, ministro do Interior da Espanha, redes de tráficos de pessoas podem ter se aproveitado de uma decisão judicial “para incentivar o fluxo de migrantes indocumentados, em sua maioria jovens”, informou em nota.
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REPERCUSSÃO NA UE
A entrada massiva de imigrantes causou tensão na União Europeia. A Itália ameaçou suspender a Espanha do regime de livre circulação interna da UE, o acordo que permite a movimentação sem passaporte entre os países do bloco.
À Reuters, a administração do presidente francês Emmanuel Macron (Renascimento, centro) anunciou o reforço dos controles em sua fronteira com a Espanha e ofereceu ajuda ao país ibérico.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a situação em Ceuta como “inaceitável“.
“Não podemos permitir que ninguém venha à nossa União sem cumprir as nossas regras“, afirmou.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou, nesta 6ª feira (31.jul), a crise migratória em Ceuta como uma “violação da integridade territorial” do país e prometeu mobilizar todos os recursos do Estado para garantir a segurança na cidade autônoma.
Ceuta e Melilla, outra cidade autônoma espanhola no norte de Marrocos, são os únicos territórios da UE com fronteira terrestre com a África.


