A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho, o que corresponde a R$ 10,8 trilhões. O BC (Banco Central) divulgou os dados nesta 6ª feira (31.jul.2026).
Eis a íntegra das estatísticas fiscais (PDF-383 KB).
A autoridade monetária considera para o cálculo o governo federal, os governos estaduais, os municipais e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O dado subiu em relação ao mês anterior, quando estava em 81,1% do PIB.
De acordo com o BC, a evolução da dívida bruta é resultado da alta dos juros nominais apropriados, de 0,8 p.p. (ponto percentual) e das emissões líquidas de dívida, de 0,6 p.p.. A variação negativa de 0,5 p.p. do PIB nominal também contribuiu para o avanço.
DÍVIDA LÍQUIDA
A DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) atingiu 68,5% do PIB, o equivalente a R$ 9 trilhões em junho, alta sobre os 67,9% do mês anterior.
Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), do déficit primário (0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (0,1 p.p.), da desvalorização cambial de 2,4% no mês (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.).
No ano, a DLSP cresceu 3,2 p.p. do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (4,3 p.p.), do déficit primário acumulado (0,6 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 5,9% (0,6 p.p.), e do crescimento do PIB nominal (-2,2 p.p.).
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