Integrantes do Partido dos Trabalhadores estão otimistas depois que o Republicanos anunciou que Cleitinho Azevedo está fora da disputa pelo governo de Minas Gerais. As pesquisas mostram o congressista liderando em cenários de 1º e 2º turnos.
A avaliação é que o pré-candidato do PT, deputado Patrus Ananias (PT-MG), passa a ter chances reais nas eleições deste ano. O deputado Paulo Guedes (PT-MG) afirmou ao Poder360 que a situação “favorece” o correligionário.
“Isso mostra que a direita no Estado está meio desorientada, que não tem ideias. Há mais de uma semana que Patrus anunciou o nome na disputa e já está empatado lá em cima”, declarou.
O deputado Miguel Ângelo (PT-MG) tem um entendimento semelhante. Ele disse que surpreendeu o fato de Patrus aparecer empatado em 2º lugar com o candidato do PDT ao governo, Alexandre Kalil, no levantamento Genial/Quaest.
“Com certeza aumenta as chances de Patrus. Inclusive foi uma surpresa para nós Patrus aparecer tão bem na 1ª pesquisa publicada, empatado em 2º lugar. Patrus entra forte na disputa”, afirmou a este jornal digital.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse ao Poder360 que neste cenário sem Cleitinho, o 2º turno será marcado pela disputa polarizada entre Patrus e o representante do bolsonarismo. Na visão do congressista, o desafio de Patrus será o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP-MG), resultado da frente ampla da direita formada por PL e União-PP.
Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) disse, nas redes sociais, que Cleitinho “tomou uma rasteira” ao ser retirado da disputa. Em tom otimista, reforçou os laços históricos de Patrus com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.
“Patrus é fundador do Partido dos Trabalhadores, colega do Lula e meu colega. Fomos vereadores, deputados federais. Fui vereador quando Patrus foi prefeito de Belo Horizonte […] Foi o ministro que desenvolveu e criou o Bolsa Família. Ele está ‘talhado’ para governar Minas Gerais”, declarou.
DEMORA DE CLEITINHO
A definição da candidatura de Cleitinho é fundamental para partidos do Centrão e do PL fecharem alianças para as eleições no 2º maior colégio eleitoral do país. Porém, o senador adiou diversas vezes a decisão do anúncio de sua candidatura. A última vez foi por questões pessoais em razão da morte do irmão Matheus Azevedo, em 18 de julho, uma semana antes da convenção estadual da legenda.
Enquanto Cleitinho publicava nesta 3ª feira (28.jul.2026) um vídeo que sinalizava sua candidatura, lideranças se reuniram em Brasília para discutir o futuro eleitoral de Minas Gerais. O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), o deputado Domingos Sávio (PL-MG), Marcelo Aro (PP-MG), ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) Flávio Roscoe e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, estavam presentes.
Neste encontro, decidiram esperar um posicionamento de Cleitinho. Mas, no dia seguinte, o Republicanos decidiu tomar uma posição. Depois de meses da pressão de partidos como PP, União Brasil e PL para a definição da candidatura, o Republicanos de Minas Gerais e a Executiva Nacional do partido decidiram divulgar nesta 4ª feira (29.jul.2026) uma nota oficial em que afirmam que o senador Cleitinho não tomou a decisão “firme” de disputar o governo mineiro e indicam que a legenda considera encerrada a possibilidade de lançá-lo como candidato nas eleições de 2026.
Na nota, a legenda disse que o não comparecimento do senador na convenção estadual foi o fator determinante para a reorganização das alianças. O partido alega que a ausência “produziu consequências inevitáveis” e que a pré-candidatura “nunca foi formalmente assumida”.
