O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta 3ª feira (28.jul.2026) o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio. No evento, Lula citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ao defender o acesso universal à saúde pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O petista afirmou que, se Trump precisasse fazer um tratamento de radioterapia no Brasil pelo SUS, usaria uma máquina da mesma marca e tecnologia disponível para os demais pacientes atendidos pela rede pública. “Se o Trump tiver que fazer, vai fazer na mesma máquina”, declarou.
Lula disse que o tratamento de saúde não deve ser restrito a pessoas com maior poder aquisitivo e defendeu que todos tenham acesso aos mesmos recursos. “Se ele precisar fazer radioterapia, ele vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Ou seja, tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, afirmou.
O presidente afirmou que a diferença entre pacientes não deve estar na qualidade do atendimento e defendeu que todos tenham acesso aos mesmos recursos de saúde. Lula citou o SUS como exemplo de um sistema que atende sem exigir comprovação de renda ou vínculo profissional.
“Ninguém pede carteira profissional. Ninguém pede conta bancária. Ninguém pede extrato. Está doente, é para tratar de você”, disse.
Lula disse que a recuperação da rede federal de saúde do Rio representa a retomada de serviços, leitos e tratamentos que, segundo ele, foram afetados durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
