O PSB espera definir até 3ª feira (28.jul.2026) se Josué Gomes, ex-presidente da Fiesp, será o vice na chapa de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais. A cúpula do partido discute o tema quase diariamente.
Haverá novas conversas nesta 2ª feira (27.jul). A avaliação é de que é pouco provável não compor com um nome para a vice.
Ter Josué na composição é um desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O empresário está filiado ao PSB. Ele é filho de José Alencar (1931-2011), vice-presidente nos 2 primeiros mandatos de Lula.
Há uma relação próxima entre o petista e o dono da Coteminas, empresa do setor têxtil herdada da convivência com Alencar. Entretanto, o empresário segue silente.
Há a chance de que Lula chame Josué Gomes para uma conversa. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também quer que o empresário ocupe esse espaço na chapa mineira.
O Estado é considerado estratégico para a reeleição de Lula. Além disso, PT e PSB mantêm uma aliança no plano nacional.
O PT tem Marília Campos (PT-MG) como pré-candidata ao Senado. Neste ano, duas vagas à Casa Alta em cada unidade da Federação estão em disputa.
A tendência é que a 2ª vaga ao Senado fique com o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Jarbas Soares Júnior (PSB).
Com isso, a ex-deputada Áurea Carolina (Psol-MG) ficaria fora da chapa majoritária.
Eis a composição aventada na aliança:
- Patrus Ananias (PT-MG) – candidato ao governo;
- Josué Gomes (PSB-MG) – candidato a vice;
- Marília Campos (PT-MG) – candidata ao Senado;
- Jarbas Soares Júnior (PSB-MG) – candidato ao Senado.
Uma alternativa a Josué é justamente Jarbas Soares Júnior como vice na chapa petista. Ele foi levado para o partido pelo ex-presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (MG). Os 2 se filiaram à sigla em 1º de abril.
Pacheco também trouxe outros nomes para se filiar ao PSB. Essa ala trazida pelo congressista hesita em estar na vice do PT e defende uma candidatura própria.
Em 2026, o PT contava com Pacheco na disputa ao governo estadual, mas o congressista desistiu de concorrer ao pleito. Diante disso, a sigla aprovou uma resolução para ter uma candidatura própria em Minas Gerais.
O PSB, por sua vez, tem uma comissão provisória em Minas. Mesmo que aprovem um candidato próprio, a decisão cabe a João Campos, presidente nacional da sigla.
Campos tem priorizado entendimentos com o PT. Na 4ª feira (22.jul), o dirigente do PSB esteve em Brasília para uma reunião com líderes do partido para enfatizar a aliança. O presidente da comissão provisória em Minas, Otacílio Neto, esteve presente emitiu uma nota nesta 6ª feira (24.jul) sobre o encontro. Leia abaixo:
“O encontro realizado em Brasília com o presidente nacional do PSB, João Campos, reafirmou o compromisso do partido com o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento do projeto político para Minas Gerais.
“A reunião permitiu uma avaliação do cenário eleitoral, das perspectivas para 2026 e da importância de manter as decisões em sintonia entre a direção nacional e o PSB Minas.
“As conversas terão continuidade nas próximas semanas, envolvendo filiados, pré-candidatos a deputado estadual e federal, prefeitos, vereadores e demais lideranças partidárias, para que as definições sejam tomadas de forma democrática, responsável e sempre com foco no que for melhor para Minas Gerais e para os mineiros.“
CONVENÇÕES
A conversa se dará antes da convenção do PSB mineiro, marcada para 2 de agosto, às 15h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Já a convenção da federação Brasil da Esperança (formada por PT, PC do B e PV) no Estado será realizada em 31 de julho, às 9h30, na sede do PT mineiro, em Belo Horizonte. É esse encontro que oficializará Patrus como candidato ao governo estadual.
