O PT publicou no X na 4 feira (22.jul.2026) um vídeo para contestar a comparação de preços feita pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um supermercado. A peça publicitária utiliza como referência 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), em vez de 2019, quando seu pai assumiu o Planalto –período utilizado na propaganda do senador.
“Não adianta mentir de novo, filhote de Bolsonaro… Todo mundo lembra do Bolsocaro! O povo tem memória”, escreveu o partido na legenda.
No vídeo original, publicado no domingo (19.jul), Flávio percorre um supermercado e compara preços de 2026 com valores atribuídos a 2019. Ao finalizar as compras, diz que a conta ficou “salgada” e afirma que “o poder de compra do brasileiro acabou”. A gravação não informa a data exata nem a fonte dos preços usados como referência para o início do governo Bolsonaro.
A resposta do PT seleciona 4 produtos e acrescenta os valores que, segundo o partido, eram cobrados em 2022. Eis as comparações apresentadas:
- arroz Tio João: Flávio cita R$ 16,95 em 2019 e o mesmo valor em 2026. O PT afirma que o produto custava R$ 33,99 em 2022;
- contrafilé, por quilo: o senador mostra preços de R$ 49,98 em 2019 e R$ 59,98 em 2026. O partido diz que o valor chegou a R$ 65 em 2022;
- fralda Pampers: a gravação de Flávio indica R$ 53,73 em 2019 e R$ 89,98 em 2026. O PT apresenta um preço de R$ 140 em 2022;
- picanha, por quilo: Flávio compara R$ 49,98 em 2019 com R$ 89,90 em 2026. Segundo o PT, o corte custava R$ 98,90 em 2022.
No trecho sobre o arroz, o partido também exibe uma reportagem sobre uma alta de 100% no preço do produto e recupera uma gravação em que Bolsonaro é questionado nas ruas sobre a possibilidade de reduzir o valor do alimento.
Assista (45s)
Não adianta mentir de novo, filhote de Bolsonaro… todo mundo lembra do Bolsocaro! O povo tem memória. Compartilhe a verdade! 📲 pic.twitter.com/UZ6B8zLvbj
— PT Brasil (@ptbrasil) July 23, 2026
“Mais fácil comprar na Venezuela”, respondeu o então presidente.
A peça inclui ainda uma declaração dada por Bolsonaro em novembro de 2022, depois da eleição presidencial daquele ano. “Pessoal tem reclamado do preço dos alimentos. Tem subido, sim, além do normal”, disse.
Assista ao vídeo de Flávio (3min10s):
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também reagiram à publicação de Flávio. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), afirmou que o senador “acorda pensando em como enganar as pessoas”.
Segundo Boulos, a “malandragem dele não está no preço, mas na data”. O ministro disse que Flávio escolheu valores do início do mandato de Bolsonaro e que a comparação deveria considerar os preços de 2022, usados também na resposta divulgada pelo PT.
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