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Ministério da Justiça abre processo contra site de revenda de ingresso

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) abriu processo administrativo sancionador contra o site de revenda de ingressos Viagogo. O órgão também determinou que a empresa informe, em todos os ambientes acessíveis aos clientes, que atua no mercado de revenda de ingressos. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 100 mil.

Segundo o secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, as investigações mostraram que o site não informa de forma clara que atua na revenda de ingressos e induz o consumidor a acreditar que se trata de um canal oficial de vendas.

Em plataformas de revenda, os preços dos ingressos costumam ser mais altos do que os cobrados na venda original. “Tivemos a materialidade suficiente para tomar uma decisão sobre a Viagogo. Fizemos um monitoramento e chegamos à conclusão de indícios preocupantes”, afirmou Morishita na 2ª feira (20.jul.2026).

A Senacon, vinculada ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), também identificou possíveis falhas na identificação dos vendedores dos ingressos e na rastreabilidade das operações. “Muitas vezes, o consumidor acredita que está adquirindo um ingresso diretamente do produtor do evento ou da bilheteria oficial, sem perceber que se trata de uma revenda, muitas vezes por valor superior ao originalmente praticado”, disse o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes.

Com a abertura do processo administrativo, a Viagogo terá 20 dias para apresentar defesa. A reportagem procurou a Viagogo e este texto será atualizado caso a empresa se manifeste.

Robôs

Fernandes também alertou para o uso de robôs para esgotar os ingressos nos sites de venda primária. Segundo ele, esses sistemas automatizados funcionam como cambistas digitais: compram rapidamente os ingressos disponíveis nos sites oficiais e, depois, os revendem em plataformas secundárias por preços mais altos.

Morishita disse ainda que os sites de venda primária também são monitorados pelo Ministério da Justiça por possíveis cobranças abusivas de taxas e problemas no atendimento ao cliente no pós-venda. Até o momento, porém, nenhuma medida foi adotada especificamente contra essas plataformas.


Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 20 de julho de 2026, às 18h29. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.