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GLP conecta a infraestrutura da economia brasileira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 7 horas)

Quando se fala em infraestrutura, é comum associar o tema a rodovias, portos e linhas de transmissão. No entanto, raramente o gás é associado à sustentação de diferentes cadeias produtivas do país. No caso do GLP (gás liquefeito de petróleo), a percepção da maioria dos brasileiros está concentrada no uso doméstico, sobretudo no botijão de cozinha.

O gás liquefeito de petróleo está presente em 91% dos lares brasileiros e chega porta a porta por uma rede de distribuição que alcança praticamente todos os municípios do país, segundo o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Ou seja, para milhões de brasileiros, o GLP está presente, principalmente, no preparo das refeições, do café da manhã ao jantar.

Mas essa é apenas a última etapa de uma trajetória muito mais longa. Antes de chegar ao fogão, o mesmo GLP participou da produção de alimentos, passou por linhas industriais, sustentou pequenos negócios e percorreu milhares de quilômetros para abastecer uma cadeia produtiva.

Na agropecuária, por exemplo, o gás liquefeito de petróleo é usado na secagem de grãos, no aquecimento de granjas, no controle da temperatura de estufas e em diferentes etapas da produção de café. Embora pouco conhecidas pela população urbana, essas aplicações contribuem para a produtividade no campo, a qualidade dos produtos e a regularidade do abastecimento.

Na indústria, o GLP está em processos que exigem calor constante e controle rigoroso de temperatura. Contribui na fabricação de medicamentos, alimentos, bebidas e em segmentos como a indústria naval, na qual a estabilidade térmica é parte essencial do processo produtivo.

Fora das fábricas, o insumo também desempenha um papel silencioso. Para funcionarem diariamente, restaurantes, padarias, hotéis e milhares de pequenos estabelecimentos dependem do GLP. É a energia que mantém fornos acesos, cozinhas profissionais em operação e negócios abertos nas cidades.

Capacidade logística

Essa diversidade de aplicações depende de outra característica pouco lembrada do setor: a capacidade e resiliência logística. Transportado a granel ou em botijões, o GLP abastece residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e propriedades rurais em todas as regiões do país, de acordo com o setor.

A mesma infraestrutura de distribuição que leva o botijão ao consumidor também atende diferentes cadeias produtivas e garante o fornecimento de energia em locais onde outras alternativas nem sempre estão disponíveis.

Essa capacidade de atender múltiplos setores da economia, de forma contínua e integrada, nem sempre é percebida. Como ocorre com outras infraestruturas essenciais, a relevância do GLP costuma ficar evidente apenas quando há interrupções no abastecimento.

Porém, a contribuição do gás liquefeito de petróleo começa muito antes de chegar ao fogão. Limitar o GLP ao botijão de cozinha é considerar só a etapa final de uma cadeia logística e energética que conecta produção, distribuição e consumo. 

O Brasil conhece esse gás pela cozinha.

A economia brasileira, contudo, o encontra muito antes de a chama chegar ao fogão.


Este conteúdo foi produzido e pago pelo Sindigás. As informações e opiniões divulgadas são de total responsabilidade do autor.