O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu a visita de, pelo menos, 16 autoridades, intelectuais e ativistas internacionais ao longo de seus 580 dias de prisão, em 2018 e 2019. O Poder360 compilou dados de veículos de comunicação de grande circulação e publicações de canais institucionais ligados ao presidente.
Entre as visitas recebidas por Lula na cadeia, estão o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica (1935-2025), o então candidato à Presidência da Argentina Alberto Fernández, o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz e o filósofo e linguista Noam Chomsky.
Eis a lista de estrangeiros recebidos por Lula na cadeia:
- Alberto Fernández – candidato à Presidência da Argentina
- Boaventura de Sousa Santos – sociólogo e professor português
- Cuauhtémoc Cárdenas – ex-governador do Distrito Federal (México)
- Danny Glover – ator e ativista norte-americano
- Domenico De Masi – sociólogo italiano
- Eduardo Duhalde – ex-presidente da Argentina
- Ernesto Samper – ex-presidente da Colômbia
- Juan Carlos Monedero – fundador do partido Podemos (Espanha)
- Leonardo Padura – escritor cubano
- Martin Schulz – ex-presidente do Parlamento Europeu
- Massimo D’Alema – ex-primeiro-ministro da Itália
- Noam Chomsky – filósofo e linguista norte-americano
- Pepe Mujica – ex-presidente do Uruguai
- Pilar del Río – presidenta da Fundação José Saramago
- Roberto Gualtieri – eurodeputado do Parlamento Europeu
- Sharan Burrow – secretária-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI)
Apesar da lista de visitas, a 12ª Vara Federal de Curitiba impediu a entrada de alguns nomes. Em 19 de abril de 2018, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, foi barrado pela Justiça e não passou da portaria da Superintendência da PF. Dois meses depois, em 11 de junho de 2018, o advogado argentino Juan Grabois, que atuava como consultor do Conselho de Justiça e Paz do Vaticano, também teve o ingresso negado ao tentar entregar a Lula um rosário enviado pelo papa Francisco (1936-2025).
MORAES VETA VISITA DE MILEI A BOLSONARO
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou no sábado (18.jul.2026) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente na prisão domiciliar.
O encontro entre Bolsonaro e o chefe de Estado argentino estava agendado para 25 de julho de 2026, data em que Milei tem viagem marcada para o Brasil. Moraes classificou o pedido da defesa como “prejudicado” com base em uma nova determinação judicial, proferida na 6ª feira (17.jul.2026), que proibiu visitas de caráter político-eleitoral ao ex-presidente até o fim do atual ciclo eleitoral.
O endurecimento das regras se deu depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar em suas redes sociais uma “Carta aos Brasileiros“, escrita à mão pelo pai, e reforçando a pré-candidatura do filho à Presidência. O STF entendeu o ato como uma forma de burlar as restrições de comunicação impostas à prisão domiciliar.
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro tem autorização para conviver só com familiares próximos, funcionários e equipes médicas e de defesa.
