O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em nota na 5ª feira (16.jul.2026) que repudiava a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor em 22 de julho e se aplica a produtos do Brasil destinados ao mercado norte-americano, com exceção de carne, café e outros.
“Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira”, declarou Motta.
O presidente da Câmara disse que discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão política. Mencionou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em abril de 2025 pelo Congresso, “como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais”.
Motta afirmou que a Câmara dos Deputados “acompanhará de perto os desdobramentos” e “atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses” do país. “O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros”, disse.
Mais cedo na 5ª feira (16.jul), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo continuará a defender os interesses brasileiros com base nos instrumentos estabelecidos na Lei da Reciprocidade e na busca por uma solução negociada para o impasse.
Leia a íntegra da nota de Hugo Motta:
“O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, repudia a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais.
“Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira.
“A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros.
“Hugo Motta
“Presidente da Câmara dos Deputados”
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