O indicado ao cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil por Donald Trump (Partido Republicano), o deputado norte-americano Daniel Perez (Partido Republicano), afirmou nesta 5ª feira (16.jul.2026) que, caso seja escolhido para o cargo, defenderá “eleições livres e justas” no Brasil. Leia a íntegra de seu discurso (PDF – 94,4 KB, em inglês).
A afirmação foi feita durante uma sabatina conduzida pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, parte do processo para avaliar se Perez assumirá o cargo. “Apoiarei as instituições democráticas do Brasil e defenderei condições que permitam eleições livres e justas, bem como a liberdade de expressão, pois um Brasil estável e democrático é um parceiro melhor para os Estados Unidos”.
Ao final de seu discurso, Perez elencou suas prioridades:
- a proteção de norte-americanos no Brasil;
- o avanço de interesses comerciais dos EUA;
- o combate ao tráfico de drogas e ao crime transnacional;
- a construção de parcerias que beneficiem a economia e os trabalhadores norte-americanos.
A sabatina de Perez foi realizada em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, em função do tarifaço norte-americano determinado sobre produtos brasileiros na 4ª feira (15.jul).
Esta 5ª feira (16.jul), foi marcada pela troca de críticas de ambos governos. Os Estados Unidos dizem que as tarifas foram aplicadas como forma de retaliação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Planalto vê interferência externa indevida e avalia aplicar reciprocidade.
TRUMP E AS URNAS
Ainda nesta 5ª feira (16.jul), Trump tem um pronunciamento marcado sobre o uso de urnas eletrônicas em eleições políticas.
O uso de urnas eletrônicas, adotado na totalidade do sistema brasileiro, já foi criticado pelo norte-americano anteriormente. Trump citou “vulnerabilidade” do método brasileiro. Com um modelo descentralizado de votação no qual cada Estado escolhe seu método, os EUA utilizam principalmente cédulas de papel para os votos.
Trump também deve falar nesta 5ª feira (16.jul) sobre informações de inteligência recém-desclassificadas sobre a eleição de 2020 –sobre a qual o republicano já afirmou, sem provas, que foram fraudadas.
