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Alerta em anúncios de bets passa a valer nesta 6ª feira; entenda

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

As novas regras para a publicidade de apostas esportivas on-line, as bets, entram em vigor nesta 6ª feira (17.jul.2026). A principal mudança obriga todas as peças publicitárias do setor a exibirem advertências sobre os riscos das apostas, nos moldes do que já é feito em propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas.

A medida vale para todas as empresas autorizadas a operar no mercado brasileiro de apostas. As advertências devem alertar para os riscos de dependência e de transtornos associados ao jogo patológico.

Cada peça publicitária deverá trazer uma das três frases de advertência estabelecidas pelo Ministério da Fazenda:

  • “Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro”;
  • “Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento”.

O formato do alerta também é regulamentado. A advertência deve ser exibida na horizontal, de forma clara e legível, em tamanho proporcional ao restante do anúncio. O texto deve ocupar, no mínimo, 10% do comprimento ou da área total da peça publicitária.

Além da obrigatoriedade do alerta, uma portaria publicada pelo governo federal na semana passada estabelece o que as publicidades de bets não podem fazer. O texto proíbe propagandas que “induzam ou influenciem a realização de apostas de quota fixa em determinado evento ou mercado de apostas” por meio de estratégias, opiniões técnicas ou análises.

Também são proibidas publicidades que:

  • sugiram ganho fácil ou apresentem a aposta como sinal de êxito pessoal, social ou financeiro, inclusive com o uso de celebridades;
  • apresentem a aposta como fonte de renda, forma de investimento, alternativa ao emprego ou solução para problemas financeiros;
  • incentivem práticas excessivas de aposta ou contenham chamadas para ação com mecanismos promocionais que estimulem apostas imediatas;
  • tragam informações falsas ou enganosas sobre as probabilidades de ganho ou sobre a influência da habilidade no resultado;
  • vinculem apostas a comportamentos ilegais ou discriminatórios, utilizem mensagens de cunho sexual ou ofendam crenças culturais do país; e
  • sejam dirigidas, direta ou indiretamente, a crianças e adolescentes.

As restrições de conteúdo estão em vigor desde a semana passada.

Ao anunciar o conjunto de medidas, em 9 de julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o governo manterá tolerância zero com as empresas ilegais. Segundo ele, bets sem autorização para operar no Brasil não podem anunciar no país, e veículos de comunicação e publicitários também não estão autorizados a veicular publicidade dessas empresas.