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Ministro estima impacto de US$ 7,4 bilhões nas exportações aos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou, nesta 5ª feira (16.jul.2026), que a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos atingirá cerca de 18% das exportações brasileiras para o país. Rosa fez a declaração durante entrevista coletiva no Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) depois de reunião coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

O impacto financeiro sobre o comércio é estimado em US$ 7,4 bilhões, tomando como base os dados consolidados de 2024, período anterior ao início das disputas tarifárias. Caso seja considerado o ano de 2025, o montante sob impacto direto recua para US$ 5,8 bilhões.

“Eu queria também destacar a todos que com essa nova tarifa, com essa recomendação que foi decidida ontem, nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os Estados Unidos atingidas, o que corresponde a 7,4 bilhões de dólares. Isso levando em conta o ano de 2024”, afirma.

Segundo Elias Rosa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu como prioridade o apoio e o atendimento aos setores econômicos afetados pela decisão norte-americana. As áreas mais prejudicadas incluem os mercados de madeira, máquinas, equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

Para conter as perdas, o governo federal planeja incentivar a diversificação de mercados internacionais. Rosa informou que, das 2.400 empresas nacionais que exportam para os Estados Unidos, 74% já iniciaram o acesso a novos compradores no exterior desde o ano passado.

Com o movimento de dispersão comercial, a participação norte-americana nas exportações do Brasil recuou de 12,1% para 9,4%.

NOVAS MEDIDAS

A nova alíquota de 25% foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na 4ª feira (15.jul.2026), depois da conclusão de uma investigação comercial baseada na Seção 301. A taxação entra em vigor em 22 de julho de 2026, com um prazo de tolerância até 29 de julho para o desembaraço aduaneiro de mercadorias que já se encontram em trânsito marítimo ou aéreo.

Estão isentos da nova cobrança itens tradicionais da pauta de exportação brasileira, como carne bovina e café.

A Casa Branca justificou a barreira tarifária afirmando a existência de vantagens consideradas desleais por parte do Brasil em temas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, desmatamento ilegal e o mercado de etanol.

O Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos da medida e estuda aplicar sanções de reciprocidade comercial.

1º TARIFAÇO 

As primeiras taxas impostas pelos Estados Unidos entraram em vigor em 2 de abril de 2025. Trump estabeleceu tarifas recíprocas com alíquota inicial de 10% para 125 países, incluindo o Brasil. Ao todo, 185 países e territórios foram afetados pela medida, que, segundo a Casa Branca, buscava reduzir o déficit comercial norte-americano.

Na época, Trump afirmou que a taxação era necessária porque “cidadãos norte-americanos trabalhadores foram forçados a ficar à margem enquanto outras nações enriqueciam e se tornavam poderosas”.

Em 15 de novembro de 2025, Washington formalizou a redução das tarifas de importação sobre carne bovina, café, tomate e banana, entre outros produtos. O decreto assinado por Trump revogou a tarifa recíproca de 10% imposta em abril, mas manteve uma taxa adicional de 40%, decretada em agosto.

Cinco dias depois, em 20 de novembro de 2025, os Estados Unidos revogaram a tarifa de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne, café e frutas. Essa foi a última medida adotada em 2025 em relação ao Brasil.

Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu —por 6 votos a 3— que as tarifas globais impostas por Trump eram ilegais. No mesmo dia, o presidente assinou um decreto para impor uma tarifa global de 10% a todos os países. 

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