O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta 4ª feira (15.jul.2026), que o desgaste político envolvendo sua família poderia ter sido contido previamente caso a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não fosse a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada no contexto de atritos públicos entre os 2 integrantes do PL. Michelle disse que foi humilhada pelo senador e que interrompeu os contatos com ele depois de divergências sobre o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Posteriormente, ela deixou a liderança do PL Mulher.
“Não tem muita lógica. Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, a quem eu sempre respeitei. Se não fosse por isso, acho que não teríamos chegado a esse ponto; a gente teria estancado a situação antes. Mas, enfim, eu respeito muito o meu pai e a esposa dele, jamais faria algo que o desagradasse”, afirmou Flávio em entrevista ao Flow Podcast.
O senador afirmou ainda que preferiu não assistir ao vídeo publicado por Michelle, em junho, em que ela relata ter sido “humilhada” por ele, justificando a decisão para evitar contaminação pelo teor das imagens.
“É óbvio que ninguém esperava isso, eu não sei o porquê que ela está fazendo isso, não sei. Não tem uma lógica, não tem um jogo combinado, não tem nada disso”, afirmou. O senador mencionou as dificuldades econômicas do país, como a inflação e o endividamento da população, para contrapor a relevância do desentendimento interno.
Um dia depois da divulgação dos vídeos com as críticas, Michelle Bolsonaro mudou o tom, defendeu a união do grupo político e negou desentendimentos com o enteado. Na 5ª feira (09.jul.2026), Flávio declarou que aguarda a participação da ex-primeira-dama em suas atividades de pré-campanha.
