O presidente do PT, Edinho Silva, voltou a defender publicamente o senador Jaques Wagner (PT-BA) durante discurso na inauguração dos Comitês de Luta, programa do partido realizado na 4ª feira (15.jul.2026), em Salvador (BA).
O evento foi realizado semanas depois de Wagner ser alvo de operação da Polícia Federal que investiga uma possível participação em fraudes ligadas ao Banco Master.
“Tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para nós do Brasil, e esse homem tem nome: Jaques Wagner”, disse o presidente do PT.
Ao lado de Wagner, Edinho afirmou que “quem vai mostrar o que é justiça ou injustiça é a interpretação de Deus” e a posteridade histórica. “As urnas da Bahia é que vão mostrar quem está certo e quem está errado”, declarou.
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
Wagner foi alvo, em 18 de junho, da 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao Banco Master. O Supremo Tribunal Federal expediu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master, também foi alvo da operação.
Depois da ação da PF, Wagner deixou a liderança do Governo no Senado. A decisão foi anunciada em 24 de junho, depois de uma reunião com Lula. Na ocasião, o senador disse que sua prioridade era provar a inocência e se dedicar à campanha pela reeleição de Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e à própria candidatura ao Senado.
O senador admitiu manter uma relação próxima com Augusto Lima, mas negou ter favorecido o Banco Master de forma ilícita. Em entrevista à Folha de S.Paulo, criticou a atuação da Polícia Federal e afirmou ter reclamado a Lula do que chamou de “espetacularização” e “patacoada” na operação.
A investigação também levou aliados a se manifestarem publicamente. Lula citou a amizade com Wagner durante evento em Alagoinhas (BA), em 1º de julho. Jerônimo chorou ao defender o senador em Barreiras (BA) e afirmou: “Nós confiamos em você”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também declarou apoio a Wagner e disse acreditar que ele provará a inocência.
Apesar do desgaste político, Wagner segue entre os líderes na disputa por uma vaga ao Senado pela Bahia. Levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado em 1º de julho, mostra Rui Costa (PT) com 50,6% das intenções de voto, seguido por Jaques Wagner, com 36,7%.
