O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reuniu na 3ª feira (14.jul.2026) ministros de Estado para um jantar. O encontro se deu na casa do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília.
O dirigente cobrou maior atuação dos ministros e deu orientações sobre como proceder nas redes sociais para defender as ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição. Ao mesmo tempo, houve alertas sobre a necessidade de cautela no período de defeso eleitoral, em que há restrições para publicidade institucional e anúncio de medidas.
O governo Lula tem ao todo 38 ministros. Além de Edinho e Durigan, estiveram no encontro:
- Miriam Belchior – ministra da Casa Civil;
- José Guimarães – ministro das Relações Institucionais;
- Guilherme Boulos – ministro da Secretaria Geral da Presidência;
- Mauro Vieira – ministro das Relações Exteriores;
- Wellington César – ministro da Justiça e Segurança Pública;
- Tomé Franca – ministro de Portos e Aeroportos;
- João Paulo Capobianco – ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
- Márcia Lopes – ministra das Mulheres.
Por conta do defeso eleitoral, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) e a AGU (Advocacia Geral da União) trataram com integrantes do governo da necessidade de maior cuidado com o que é propagado para não infringir a lei. Por isso, o Planalto instituiu regras mais rígidas nesse período.
Sites governamentais tiveram de retirar conteúdos. Foi o caso da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral contra a remoção durante as eleições.
CÚPULA DO PT
Dirigentes petistas falam cada vez mais na chance de reeleição de Lula ainda no 1º turno, o que seria inédito. Dizem haver um clima favorável e que o êxito depende da própria militância petista.
Há uma avaliação de que a direita, espelhada no pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comete sucessivos erros, enquanto Lula e o governo têm acertado. Em ato do PT com funcionários públicos, em 6 de julho, nomes da cúpula petista reiteraram esse sentimento.
O governo e o PT têm investido na contraposição ao senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) ao se apegar a temas como soberania e colocar no principal adversário a pecha de “entreguista” pela proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano).
