O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversará na 5ª feira (16.jul.2026), pela manhã, com o deputado Patrus Ananias (PT-MG) sobre a candidatura ao governo de Minas Gerais. A expectativa é de que a conversa seja presencial, no Palácio da Alvorada.
Patrus tem dito que é necessário tratar do tema com Lula para chegar a uma definição. Inicialmente, ele não se colocou à disposição para candidaturas majoritárias. Seu nome, entretanto, ganhou força dentro do PT mineiro.
A avaliação dentro da legenda é de que o ex-ministro é um excelente e muito respeitado quadro. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ex-ministro Gilberto Carvalho, que estão na coordenação da pré-campanha, entraram no circuito na semana passada para convencê-lo.
Patrus ouviu que sua entrada no pleito está em sintonia com o projeto nacional. Em resposta, reforçou ser necessário discutir o tema diretamente com Lula.
Pesquisas internas do PT sustentam que o ex-prefeito de Belo Horizonte é um candidato competitivo e a cúpula nacional se apoia nesses números. Na semana passada, um levantamento petista mostrava que o ex-prefeito de Belo Horizonte chega a 15%.
O percentual se aproxima do da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que variava de 18% a 20%. Integrantes do partido chegaram a pressionar Campos para que ela entrasse na disputa ao governo de Minas Gerais, mas ela entrou em acordo com a cúpula para concorrer ao Senado.
Os deputados Reginaldo Lopes e Rogério Correia (ambos do PT mineiro) atingem de 3% a 4%. Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, ficou abaixo de 1% e foi desconsiderada.
MINAS FIEL DA BALANÇA
O Estado é estratégico para Lula na tentativa de reeleição. A sigla também conversou com pré-candidatos de outros partidos, mas as conversas não resultaram em uma escolha.
Edinho procurou algumas vezes Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato do PDT ao governo mineiro. Eles chegaram a jantar em novembro de 2025 para tratar do tema, mas a conversa não prosperou.
Em 2026, o PT contava com a pré-candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao governo estadual, mas o congressista desistiu de disputar o pleito. Diante disso, o PT mineiro aprovou uma resolução para ter uma candidatura própria.
