O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 4ª feira (15.jul.2026) que a renegociação das dívidas do agronegócio deverá alcançar operações superiores a R$ 100 bilhões, mas terá impacto fiscal inferior a R$ 4 bilhões por ano.
Segundo ele, o custo para a União será divulgado após a publicação da medida provisória, prevista para esta 4ª feira. “O total de operações renegociadas certamente vai ultrapassar R$ 100 bilhões.”
Sobre o impacto nas contas públicas, Durigan afirmou que o acordo foi estruturado para beneficiar apenas os produtores enquadrados nos critérios definidos pelo governo.
“O impacto fiscal vai ser mitigado. Esse é o nosso compromisso. Fazer boas condições em termos de prazo e juros, com enquadramento rigoroso, para quem precisa, não para todo mundo. Deve ficar abaixo de R$ 4 bilhões”, disse.
Alcolumbre e a PEC dos agentes
O ministro também confirmou ter pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cautela na promulgação da PEC dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias.
Segundo Durigan, dispositivos como paridade e integralidade podem elevar as despesas da União, dos Estados e dos municípios, exigindo uma avaliação prévia dos impactos fiscais.
“Pedi cautela para que o presidente Alcolumbre avaliasse o melhor momento de fazer essa promulgação, para que a União, os Estados e os municípios possam calcular os impactos.”
Questionado se Alcolumbre se comprometeu a adiar a promulgação, o ministro respondeu que o presidente do Senado apenas informou que analisará o pedido. “Ele disse que ia avaliar”.
