A rede elétrica de Cuba entrou em colapso nesta 3ª feira (14.jul.2026), informou o Ministério da Energia do país. Segundo o governo cubano, foi o 3º apagão de grandes proporções registrado em 9 dias na ilha, que enfrenta uma crise energética agravada pela escassez de combustíveis e pela deterioração da infraestrutura de geração e distribuição de energia.
Em publicação nas redes sociais, o ministério informou que houve uma “desconexão total do sistema elétrico nacional”. Em Havana, capital do país, semáforos deixaram de funcionar e geradores particulares passaram a abastecer parte dos estabelecimentos comerciais. Moradores relataram prejuízos com a perda de alimentos e criticaram a frequência das interrupções no fornecimento de energia, de acordo com a Reuters.

O governo cubano atribui a crise às restrições impostas pelos Estados Unidos sobre o abastecimento de petróleo. Desde janeiro, a ilha enfrenta dificuldades para importar combustível depois que o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), endureceu as punições ao país. A medida também reduziu o envio de petróleo da Venezuela, tradicional fornecedor de Cuba, e levou o México a interromper exportações para a ilha.
AJUDA DE LULA
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou na 2ª feira (13.jul) o envio de uma nova remessa de ajuda humanitária a Cuba. A operação transporta 48 toneladas de leite em pó em 2 voos da FAB (Força Aérea Brasileira), coordenados pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação), vinculada ao Itamaraty. É a 3ª remessa enviada pelo Brasil à ilha em 2026.
O governo brasileiro afirma que a ajuda tem caráter exclusivamente humanitário e inclui alimentos e medicamentos. O governo brasileiro rejeita, porém, fornecer combustível ou qualquer apoio ao setor energético cubano. Segundo o Planalto, uma eventual participação da Petrobras poderia sujeitar a estatal a punições dos Estados Unidos por causa do endurecimento do embargo norte-americano contra Cuba.

