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Governo confirma reunião do CNPE para 3ª feira após adiamentos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Depois de 4 adiamentos consecutivos, o Ministério de Minas e Energia confirmou a reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para 3ª feira (14.jul.2026), às 9h. O principal item da pauta do colegiado é o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32), que deve ser aprovado sem divergências.

Além da medida, serão discutidas resoluções sobre combate a fraudes e adulterações no mercado de combustíveis, diretrizes para comercialização e uso voluntário de biodiesel acima do teor obrigatório, limites de importação de biodiesel e financiamento da usina nuclear de Angra 3.

Uma resolução com diretrizes para o leilão de gás da União também constava na pauta original do encontro, mas foi retirada após articulação da Petrobras.

O conselho presidido pelo ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) e composto por 18 ministérios do governo vai se reunir após uma série de adiamentos. A reunião havia sido marcada originalmente para 7 de maio, mas foi adiada para 11 de maio e posteriormente cancelada. Na ocasião, Silveira viajou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o encontro com Donald Trump.

Após os 2 adiamentos de maio, uma nova reunião foi marcada para 24 de junho, mas também acabou adiada na véspera. Na ocasião, o Ministério de Minas e Energia usou como justificativa “motivos de agenda”

Alguns dias depois, o encontro foi agendado para 8 de julho, mas novamente desmarcado em cima da hora. A versão difundida pelo Planalto é de que a reviravolta na guerra do Oriente Médio fez o governo t0mar a decisão para recalcular os efeitos da retomada do conflito, mas conforme mostrou o Poder360, houve pressão da Petrobras sobre a Casa Civil, responsável pelo adiamento. 

ETANOL NA GASOLINA

O avanço da mistura já passou na fase de testes para comprovação de viabilidade técnica e aguarda deliberação do Conselho há pelo menos 2 meses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Silveira já anunciaram publicamente a medida, que aguarda apenas a oficialização do CNPE e vem sendo usada como bandeira de soberania energética, já que reduz a dependência do Brasil da importações de combustíveis, sobretudo diante dos impactos da guerra do Oriente Médio no mercado brasileiro.  

Congressistas, associações, empresas e executivos ligados ao segmento de biocombustíveis haviam aumentado nos últimos meses a pressão pelo avanço imediato da mistura do etanol na gasolina e do biodiesel no diesel. 

Representantes do segmento de etanol chegaram a se reunir com o presidente Lula em junho para tratar da medida. O avanço da mistura beneficia diretamente o setor, que ampliará sua participação no mercado nacional de combustíveis com a demanda criada pelo aumento do teor obrigatório. Também interessa a uma parcela do agronegócio, já que a maior parte do volume de biocombustíveis do país é produzido a partir de cana-de-açúcar, milho, óleo de soja e de outros produtos agrícolas.

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