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Congresso entra em recesso nesta semana; saiba o que fica para depois

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Congresso entra em recesso nesta semana; saiba o que fica para depois

O Congresso deve deixar para depois do recesso legislativo, que começa oficialmente em 18 de julho, a votação de propostas de alto impacto fiscal e de temas considerados estratégicos para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os principais projetos que devem ser adiados está a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece o direito constitucional a 2 dias de descanso por semana, sem redução salarial. A proposta foi aprovada pela Câmara em maio e aguarda análise do Senado desde 28 de maio. Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) evite afirmar publicamente, ele atua para deixar a PEC do fim da 6 X 1 para depois das eleições.

O adiamento também afeta a estratégia política do Planalto. O governo estima que a redução da jornada beneficiaria cerca de 37 milhões de trabalhadores e considera a medida uma das principais bandeiras voltadas ao eleitorado formal na reta que antecede a disputa eleitoral.

Se, por um lado, o governo tenta acelerar a tramitação da PEC da jornada de trabalho, por outro busca frear na Câmara a votação do PL 5.122 de 2023, que cria um programa de renegociação de dívidas para produtores rurais afetados por eventos climáticos. Segundo o Ministério da Fazenda, o texto aprovado pelo Senado pode gerar impacto de até R$ 140 bilhões nas contas públicas. A equipe econômica propôs editar uma medida provisória como alternativa, mas a bancada do agro decidiu manter as negociações em torno do projeto.

Na área de tecnologia, também devem ficar para o 2º semestre o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) e o Marco Legal da Inteligência Artificial. Parlamentares que articulam a aprovação do Redata intensificaram a pressão sobre Alcolumbre para pautar a proposta, mas afirmam que o calendário reduzido antes do recesso e o acúmulo de matérias impedem o avanço do texto. Já o projeto que regulamenta a inteligência artificial, prometido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votação até maio, segue sem previsão de análise.

Outras propostas também devem ficar para depois do recesso. Entre elas estão a PEC da autonomia financeira do Banco Central, o projeto que amplia o teto de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual) e o projeto que criminaliza a misoginia.

2º SEMESTRE MARCADO POR ELEIÇÕES

A atividade legislativa tende a perder força no 2º semestre com os esforços voltados às eleições. As convenções partidárias serão realizadas de 20 de julho a 5 de agosto. Os pedidos de registro de candidatura poderão ser apresentados até 15 de agosto. No dia seguinte (16.ago), começa oficialmente a campanha eleitoral, período em que deputados e senadores costumam concentrar suas agendas nos Estados para buscar a reeleição ou apoiar aliados.

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