A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a equipe do plano de governo do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A congressista tomou essa decisão depois de receber ofensas e ameaças nas redes sociais de aliados do senador. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Em 1º de julho, a senadora disse que internautas passaram a lhe enviar xingamentos depois que o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, pré-candidato a deputado federal pelo PL no Paraná, afirmou que ela seria “amante de pastor” e “feminista”.
A senadora havia sido convidada para contribuir na área de direitos humanos do programa de governo de Flávio. “Já fiz o que era preciso no 1º momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou a senadora ao site.
Damares disse ainda ter sido “atacada diretamente pelo time da direita”. Afirmou que Flávio não a procurou novamente. “Ele está correndo”, disse.
As declarações da senadora se dão no contexto da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho mais velho de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em 24 de junho, Michelle publicou 2 vídeos em seu perfil no Instagram em que afirmava ter sido “apunhalada” e humilhada por Flávio. Depois desse atrito, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher e abriu mão de um salário de R$ 46.366,19 pago pelo partido.
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