O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu neste sábado (11.jul.2026) o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, depois da decisão que bloqueou R$ 119 milhões em bens do dirigente. Em publicação nas redes sociais, criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que autorizou a medida.
Eduardo afirmou que não recebeu de Valdemar pedidos para destinar emendas parlamentares. Disse que a indicação de recursos faz parte da atuação de deputados e senadores, independentemente do partido.

O deputado licenciado declarou que transformar a indicação de emendas em crime decorre de uma interpretação “enviesada e política” do direito. Também chamou Dino de “comunista totalitário” e afirmou que o ministro foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo para perseguir adversários políticos.
Na mesma publicação, Eduardo compartilhou um vídeo de um discurso de Dino quando o ministro chefiava o Ministério da Justiça. Na ocasião, Dino afirmou que a Polícia Federal estaria “a serviço” da causa defendida por Lula e disse que a corporação encerraria as “espetacularizações”, os “abusos” e as “forças-tarefas ilegais”. O ministro foi indicado ao STF por Lula em 2023, na vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber.
RESPOSTA DE FLÁVIO BOLSONARO
A decisão de Dino também motivou uma resposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Em publicação no X, afirmou ser “lamentável” que a Polícia Federal atue, segundo ele, de forma seletiva para constranger um adversário político do governo. Disse ainda que Valdemar responderá aos questionamentos da investigação.

Segundo a decisão do ministro, Valdemar é suspeito de ter sido o autor das indicações de 21 emendas parlamentares, apesar de não exercer mandato. O bloqueio de R$ 119 milhões corresponde ao valor total dos repasses atribuídos pela Polícia Federal ao dirigente. Desse montante, R$ 104 milhões já haviam sido pagos.
Na manifestação apresentada à Justiça, Valdemar negou integrar organização criminosa. Também afirmou que dirigentes partidários podem participar das discussões sobre a destinação de emendas parlamentares.

