O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, nesta 5ª feira (9.jul.2026), um telefonema do presidente colombiano, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda). Na ligação, trataram da agenda bilateral entre os 2 países e da situação política na Colômbia. Eis a íntegra da nota do governo (PDF – 97 kB).
Petro deixará o cargo de presidente em 6 de agosto. Abelardo de la Espriella (Defensores de la Pátria, direita) venceu as eleições e foi eleito no final de junho. Ele teve 49,66% dos votos contra 48,70% de Iván Cepeda, aliado do atual presidente.
Na ligação, Lula abordou a “determinação inabalável” de Petro em promover a preservação da Amazônia. Também tratou das ações do colombiano contra o narcotráfico e o crime organizado transnacional.
Lula e Petro construíram uma relação de proximidade. O petista esteve 5 vezes na Colômbia em cúpulas da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica). O presidente colombiano também esteve no Brasil em visita de Estado a Brasília e na inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional de Manaus, em 2025.
ELEIÇÕES NA COLÔMBIA
Desde o anúncio do resultado das eleições colombianas, a tensão entre Petro e De la Espriella tem aumentado. Segundo o presidente eleito, Petro articula um “golpe de Estado” para se manter no poder depois do fim do mandato, marcado para 7 de agosto.
Antes das declarações, De la Espriella já havia suspendido o processo de transição com a equipe de Petro, interrompendo reuniões técnicas que vinham avançando desde a semana anterior.
Petro declarou que houve ilegalidades na votação e na contagem dos votos da eleição: “O atual presidente da Colômbia está diante das evidências de uma fraude eleitoral por via algorítmica e com financiamento estrangeiro proibido em nossa Constituição”.
Apesar das declarações de Petro, o candidato governista Iván Cepeda reconheceu o resultado das eleições. Cepeda, no entanto, afirmou que pretende adotar uma postura de “desobediência civil” caso o futuro governo mantenha alinhamento com a política dos Estados Unidos.
