O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), afirmou nesta 4ª feira (8.jul.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), devem se reunir ainda em julho para tentar reduzir a tensão entre o Palácio do Planalto e o Senado.
Ao ser questionado se o encontro acontecerá ainda neste mês, respondeu: “Em breve e em julho. Quem sabe esta semana. Estamos trabalhando para isso”, declarou a jornalistas.
Segundo Camilo, o objetivo da reunião é “distensionar” a relação entre os 2 presidentes e destravar a tramitação de propostas consideradas prioritárias pelo governo no Senado. A relação entre Lula e Alcolumbre está estremecida desde a indicação de Jorge Messias ao STF em novembro de 2025.
Lula indicou Jorge Messias, que foi rejeitado pelo Senado em 29 de abril. Alcolumbre foi o protagonista das articulações nesse sentido depois que o seu amigo e senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não foi o escolhido pelo presidente. Em junho, o clima voltou a piorar. Alcolumbre colocou pautas-bomba para votar e ignorou os pedidos da equipe econômica para adiar a votação.
O último episódio de tensionamento entre a base governista e Alcolumbre foi na 3ª feira (7.jul), quando o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que o presidente seria o “inimigo” da pauta trabalhista caso não encaminhasse a PEC do fim da 6 X 1 à CCJ até a próxima semana.
Camilo defendeu que o PT reduza o tom das críticas a Alcolumbre e que os integrantes do partido evitem novos tensionamentos e priorizem o diálogo institucional.
PEC do fim da escala 6 X 1
O senador afirmou que, embora considere a proposta uma das prioridades da base governista, avalia como difícil sua aprovação antes do recesso.
Segundo ele, o mais viável é que a proposta seja encaminhada às comissões, tenha relator definido e fique pronta para votação no retorno das atividades legislativas, em agosto.
“Acho muito difícil aprovar e votar antes do recesso, porque está muito em cima. Mas não tenho dúvida que, a partir do retorno do funcionamento da Casa, a gente pode aprovar”, declarou.
Além da 6 X 1, as outras matérias que o petista citou como prioritárias são a PEC da Segurança Pública e o PL de minerais críticos.


