O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta 4ª feira (8.jul.2026) que o PT não consegue emplacar nomes para o governo de Minas Gerais devido ao histórico da sigla no Estado que, para o ex-governador, é de “corrupção, incompetência e destruição”. Declaração foi feita durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026 da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
Zema resgatou as eleições de 2022, quando o PT apoiou Alexandre Kalil (PSD-MG) em vez de ter uma candidatura própria. Segundo ele, em 2026 o partido novamente não terá candidato, apesar das tentativas.
“O PT quer arrumar um ‘boi de piranha’. Primeiro o Rodrigo Pacheco, depois a prefeita de Contagem, a Marília Campos, e ninguém aceitou. O PT em Minas Gerais significa corrupção, significa incompetência, significa destruição. E espero que continue assim por muito tempo”, declarou a jornalistas no evento.
IMPASSE DO PT EM MG
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era favorável ao nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Porém, houve resistência de líderes como o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Pacheco desistiu e a sigla abriu conversas para encontrar um substituto.
O partido, segundo apuração do Poder360, mantém a estratégia de lançar uma candidatura própria ao governo estadual. A intenção foi externada a Marília Campos (PT), em 28 de junho, durante uma reunião entre o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, e a presidente do PT mineiro, deputada Leninha.
Minas Gerais é o 2ª maior colégio eleitoral do Brasil. Além disso, dos 9 presidentes eleitos por votação direta no Brasil, 8 venceram em Minas Gerais. A única exceção foi na disputa de 1950. O PT governou o estado de 2015 a 2019, com Fernando Pimentel.
