A PGR (Procuradoria Geral da República) defendeu a responsabilização do ministro do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) Marco Buzzi em sindicância instaurada para averiguar as denúncias de importunação sexual envolvendo o ministro.
O parecer, assinado pelo subprocurador-geral da República, José Adônis, sustenta que há indícios suficientes para a responsabilização do ministro e para a adoção de medidas disciplinares. O documento foi baseado no depoimento de cerca de 20 testemunhas.
Cabe agora ao STJ analisar o texto e decidir os próximos passos. O julgamento deve ser realizado no fim do recesso da Corte, em agosto.
A sindicância foi instaurada pelo STJ e possui natureza administrativa e independe de eventual responsabilização na esfera criminal.
Buzzi é investigado depois que duas mulheres o acusaram de importunação sexual. A 1ª denúncia, feita em fevereiro, foi apresentada por uma jovem de 18, filha de um casal próximo a Buzzi. A 2ª denúncia é de uma ex-colaboradora no gabinete do magistrado. Os casos correm em sigilo de Justiça.
Os advogados do magistrado chegaram a argumentar que Buzzi possui disfunção erétil para sustentar que as denúncias não são verdadeiras. Eles pedem o arquivamento do caso. Buzzi foi afastado do cargo em fevereiro e teve “penduricalhos” cortados em seu contracheque referente ao mês de abril.
