O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu, na manhã desta 4ª feira (8.jul.2026), a criação de um acordo de livre-comércio entre Brasil, Estados Unidos, México e Canadá. A declaração foi feita enquanto o congressista participava das sessões públicas de debate sobre as tarifas comerciais norte-americanas em Washington.
A proposta de Flávio toma como modelo o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio) e sugere a incorporação do Brasil ao bloco. “Vou informar que pretendo juntar minha parte técnica do novo governo do Brasil para o seguinte: não tem o Nafta? A minha ideia é cortar essa letrinha N e passar a usar o afta, Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir”, disse o senador.
Flávio defende que a complementaridade entre as economias dos países criaria uma “avenida de oportunidades para trazer investimentos americanos para cá”.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também citou o acordo firmado entre o presidente argentino Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) e o governo dos Estados Unidos, em fevereiro deste ano, como referência para o que pretende negociar. “O presidente Milei, da Argentina, conseguiu um acordo com os Estados Unidos que, para centenas de produtos, a tarifa é zero”, afirmou.
CRÍTICAS AO GOVERNO LULA
Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o domingo (5.jul.2026) e aproveitou sua participação na audiência do USTR para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não enviar representantes para as sessões de debate.
“O papel de qualquer presidente da República de qualquer país era estar aqui com representantes, fazendo uma defesa técnica e dizendo que vai fazer sua parte”, declarou o senador.
Na 3ª feira (7.jul), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reuniu com representantes do USTR para apresentar as propostas brasileiras sobre os tópicos que fundamentam a justificativa norte-americana para as tarifas, no contexto da Seção 301. Antes disso, o ministro já havia apresentado um plano com medidas que o Brasil pode adotar para atender às demandas dos EUA; o documento não inclui o Pix.
