O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou, nas redes sociais na 3ª feira (7.jul.2026), um vídeo gerado por inteligência artificial em que interpreta um soldado em uma missão para encontrar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lulinha é alvo de inquérito da Polícia Federal que investiga um esquema de desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Ele é amigo da empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada por possível relação com os negócios ilícitos de Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS.
Assista (1min37s):
📷#vídeo Flávio posta vídeo de IA em que executa “missão Lulinha”
💸O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro(@FlavioBolsonaro) (PL), publicou, nas redes sociais na 3ª feira (7.jul.2026), um vídeo gerado por inteligência artificial em que faz o papel de um… pic.twitter.com/zzekCqFxq4
— Poder360 (@Poder360) July 8, 2026
No vídeo, Flávio, denominado como “Fox Bravo”, recebe indicações da missão pela “torre” de comando.
“O elemento é suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil e precisa ser investigado. A Polícia Federal está cruzando os braços. As investigações não estão avançando. Precisamos intervir. O roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune”, diz a torre.
No vídeo, a localização de Lulinha é descrita como na Península Ibérica. Flávio sobrevoa o local e encontra Lula e a primeira-dama Janja da Silva jantando em um restaurante. “Alvo errado, Fox Bravo. Esse é o presidente turista”, diz a voz da torre de comando.
Flávio encontra Lulinha com o controle de videogame no sofá do que parece ser um apartamento de luxo. “Missão cumprida. Podem informar a Polícia Federal”, diz Flávio à torre.
LULINHA E PF
No início deste mês, a PF pediu mais prazo para concluir as investigações sobre fraudes nos descontos associativos do INSS. Os investigadores argumentaram baixo efetivo de agentes e não fixaram uma data para concluir as apurações. Na 2ª feira (6.jul), o Poder360 noticiou que os advogados de Lulinha avaliam pedir uma audiência com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para defender o arquivamento da investigação por falta de provas.
Segundo a defesa, mesmo com a quebra de sigilo de Lulinha, os investigadores da operação Sem Desconto não encontraram elementos suficientes para mantê-lo na condição de investigado.
