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Se os EUA perdessem sem Balogun seria “manipulação”, diz Trump

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 2ª feira (6.jul.2026) que, caso a seleção da Bélgica vencesse a partida contra a dos EUA sem a presença do atacante Folarin Balogun em campo, os norte-americanos poderiam dizer que o resultado foi “manipulado”

A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca. Na ocasião, Trump comentava a decisão da Fifa (Federação Internacional de Futebol) de suspender o cumprimento da punição aplicada a Balogun. As duas equipes se enfrentam às 21h desta 2ª feira (6.jul), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. 

“O jogo de hoje à noite será incrível, e nós teremos um time completo. E a Bélgica terá um time completo. E, quer saber? Se eles nos derrotarem, poderão ficar muito orgulhosos. Senão [caso Balogun não jogasse], se eles nos derrotassem, nós diríamos que foi manipulado, exatamente como a eleição de 2020 foi manipulada”, declarou.

Trump também afirmou que não teve participação na decisão da Fifa que permitiu a Balogun disputar a partida contra a Bélgica pelas oitavas de final, apesar da suspensão automática decorrente do cartão vermelho.

“Eu não tive nada a ver com a decisão. Tudo o que fiz foi dizer que aquilo deveria ser revisto”, afirmou.

Segundo o presidente, o jogador não fez “nada de errado” e sua ausência deixaria uma marca no Mundial, já que ele é um dos principais atletas da seleção norte-americana.

ENTENDA

Balogun foi expulso na vitória dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina, em 1º de julho, após dar um pisão em Tarik Muharemovic. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho depois de revisar o lance no VAR por jogo brusco grave.

Trump telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e pediu a reversão da suspensão, alegando prejuízo à seleção dos EUA. Em 5 de julho, na véspera das oitavas de final contra a Bélgica, a Comissão Disciplinar da Fifa suspendeu o cumprimento da punição com base no artigo 27 do Código Disciplinar, liberando o atacante para atuar. O cartão vermelho, porém, foi mantido.

Após a decisão, Trump afirmou que uma “grande injustiça” havia sido corrigida. O caso provocou críticas e suspeitas de interferência política. A Uefa classificou a medida como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”.

A Bélgica recorreu, mas a Fifa rejeitou o pedido por entender que a federação belga não faz parte do processo disciplinar. Os belgas anunciaram que recorrerão à CAS (Corte Arbitral do Esporte) caso Balogun entre em campo.

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