A defesa de Jair Bolsonaro (PL) deve entregar à Polícia Federal nesta 2ª feira (6.jul.2026) as 11 armas de fogo registradas em nome do ex-presidente. Os advogados cumprem uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, feita na 6ª feira (3.jul).
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses. Desde 24 de março, está em prisão domiciliar humanitária por motivos de saúde. Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária e todas as medidas cautelares em vigor, mas revogou o porte de arma e o certificado de registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) de Bolsonaro. Leia a decisão na íntegra (PDF – 162 kB).
A ordem inclui a apreensão imediata da pistola encontrada durante uma blitz em 15 de junho, no Distrito Federal, e de outras 10 armas vinculadas ao nome do ex-presidente.
Eis as 11 armas apreendidas:
- Pistola Glock, calibre 9mm (apreendida em junho de 2026);
- Pistola Forjas Taurus, série KVJ78119, calibre .380 Automatic;
- Pistola Forjas Taurus, série SGW80868, calibre .40 S&W;
- Pistola Glock, série BDFW477, calibre 9x19mm Parabellum;
- Carabina/fuzil Caracal, série 16C167687, calibre 5,56x45mm;
- Pistola Caracal, série 11C150018, calibre 9x19mm Parabellum;
- Carabina/fuzil Springfield Armory, série 1198953, calibre 7,62x51mm;
- Espingarda Typhoon, série JMB0001, calibre 12 GA;
- Pistola Arex, série 0038, calibre 9x19mm Parabellum;
- Pistola SIG-Sauer, série M17091397, calibre 9x19mm Parabellum;
- Espingarda Maestro Arms Company, série 481-H21YD-1017, calibre 12 GA.
ENTENDA
Em 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Brasília (DF). O veículo abordado era conduzido por um militar identificado como Estácio Leite da Silva, que atua na segurança do ex-presidente. A arma estava registrada no nome de Bolsonaro e era mantida em sua casa.
Moraes pediu que a defesa do ex-chefe do Executivo explicasse o motivo de a arma estar com Bolsonaro e ter sido movimentada por seu segurança. A defesa de Bolsonaro afirmou em 17 de junho que a arma estava inoperante e o ex-presidente pediu ao segundo-sargento do Exército para fazer a manutenção.
Ainda em 15 de junho, a Procuradoria Geral da República não reconheceu falta grave no caso do porte de arma, mas apontou que a posse de arma e a condição atual do condenado, que responde a inquérito, eram incompatíveis.
