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STJ nega novo pedido da defesa para soltar Deolane

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, negou na 4ª feira (1º.jul.2026) um pedido de soltura imediata da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

O habeas corpus tramita em segredo de Justiça, segundo informou o Tribunal ao Poder360. Por isso, a íntegra da decisão e o número do processo não estão disponíveis para consulta pública.

A decisão do ministro é individual e analisou apenas a liminar —pedido urgente para que Deolane fosse colocada em liberdade antes do julgamento final do caso. O mérito ainda será analisado pela 5ª Turma do STJ em agosto, depois do recesso do Judiciário.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, na operação Vérnix, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Esta não é a 1ª vez que a defesa tenta obter a soltura de Deolane no STJ. Em 9 de junho, a 5ª Turma já havia mantido a prisão preventiva da advogada.

Naquele julgamento, o colegiado também rejeitou a tese de que o fato de Deolane ser mãe de uma criança de 12 anos bastaria para converter a prisão em domiciliar.

OPERAÇÃO VÉRNIX

Deolane foi presa em maio na cidade de Barueri (SP), em uma operação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil paulista. O Poder mostrou que a investigação começou depois da apreensão de bilhetes no presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

Os documentos citavam ordens internas do PCC e contatos com integrantes da cúpula da facção. A partir desse material, os investigadores passaram a apurar o uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar dinheiro atribuído à organização criminosa.

Segundo a investigação, a estrutura teria sido usada para repassar valores a familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, e a terceiros.

Deolane nega envolvimento com o PCC e afirma que não cometeu nenhum crime.

DENÚNCIA EM SÃO PAULO

Em 18 de junho, a Justiça de São Paulo aceitou denúncia do MP-SP contra Deolane e Marcola. Com isso, os 2 passaram à condição de réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ao todo, 6 pessoas se tornaram rés no caso. Além de Deolane e Marcola, respondem ao processo Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Souza.

A defesa de Deolane já declarou que a influenciadora não faz parte de organização criminosa e que as acusações serão contestadas no processo.


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