A Polícia Federal prendeu nesta 5ª feira (2.jul.2026) o pastor Márcio Poncio durante a 5ª fase da operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro, que tem como objetivo aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa.
A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A operação investigava, no início, um possível vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o CV (Comando Vermelho) no Rio de Janeiro.
QUEM É
Poncio, 52 anos, é pastor na Igreja da Nuvem. Tem 514 mil seguidores no Instagram. É pai do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K, e da deputada estadual e influenciadora Sarah Poncio (Solidariedade-RJ).
Nasceu em Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, em 1973. Ficou conhecido por sua atuação no ramo do tabaco. Nas redes sociais, publica o cotidiano da família.
Os Poncio ganharam visibilidade na internet a partir de 2018, quando polêmicas envolvendo traições e relacionamentos dos filhos tiveram ampla repercussão nas redes sociais.
Em 2026, Poncio voltou a viralizar ao anunciar a gravidez de sua esposa, Simone, aos 50 anos. Com vasectomia desde os 28 anos, o pastor disse que a gestação foi obtida por meio de fertilização in vitro.
OPERAÇÃO UNHA E CARNE
A operação Unha e Carne teve outras quatro fases, realizadas entre dezembro de 2025 e maio de 2026. Com o avanço das investigações, o caso passou a incluir suspeitas de conexões entre agentes públicos e integrantes de organizações criminosas.
A atual fase da operação foi deflagrada a partir da análise de documentos apreendidos que revelaram uma contabilidade paralela voltada à lavagem de capitais, além de registros de supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares.
A investigação está relacionada à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabelece diretrizes para operações de segurança pública em comunidades do Rio de Janeiro.
Além de Poncio, foram expedidos mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ). Os 2 já estavam presos, segundo o g1.
O Poder360 procurou Márcio Poncio, Adilson Oliveira Coutinho Filho e Rodrigo Bacellar por meio dos canais de comunicação disponíveis em suas redes sociais. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso os citados enviem manifestação a este jornal digital.
O Poder não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido da defesa dos investigados para informar sobre o conteúdo desta reportagem.
