O Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, acionou o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) contra a APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo) e o Instituto Plena Cidadania por causa da instalação do boneco inflável Votinho na avenida Paulista. A representação foi protocolada no domingo (28.jun.2026). As informações são do jornal O Globo.
O partido pede a retirada imediata do inflável e de materiais fixados em postes, a proibição de novas instalações e multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A legenda alega propaganda eleitoral antecipada e irregular.
Segundo a ação, obtida pelo O Globo, mensagens como “vote LGBT” equivalem a pedido de voto antes do período permitido pela legislação, mesmo sem citar candidatos específicos. O Republicanos também questiona o uso da imagem da urna eletrônica na campanha.
A sigla afirma que a iniciativa promove um “voto de cabresto” em favor de um “segmento ideológico”, comprometendo, segundo a sigla, a paridade de condições no processo eleitoral.
Em nota, o partido declarou que a representação tem caráter “exclusivamente técnico e jurídico” e não busca restringir os direitos de reunião, expressão ou defesa de causas sociais.
O Poder360 entrou em contato com o Republicanos para confirmar a informação e buscar um posicionamento oficial sobre o caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso alguma manifestação seja enviada a este jornal digital.
ERIKA HILTON CRITÍCA AÇÃO
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou nesta 5ª feira (2.jul.2026) a ação do Republicanos em publicação nas redes sociais. A congressista afirmou que o Votinho foi criado pela organização Vote LGBT para incentivar a participação eleitoral da comunidade LGBTQIA+. Segundo ela, a representação do partido demonstra oposição ao engajamento político de grupos minorizados.
“Eles são contra o voto das mulheres, são contra o voto das pessoas LGBTQIA+, são contra as cotas de candidaturas negras, são contra falar de fim da escala 6 X 1 antes da eleição e são contra as próprias urnas eletrônicas”, escreveu.
Hilton também afirmou que a comunidade LGBT continuará mobilizada. “Não vamos recuar! A nossa comunidade vai votar e a urna viada vai ficar de pé!”, disse.

ENTIDADES NEGAM IRREGULARIDADES
A APOLGBT-SP afirmou que a campanha tem como objetivo incentivar a participação eleitoral e defender a urna eletrônica, em referência ao tema da 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, “A Rua Convoca. A Urna Confirma”.
A associação declarou que a iniciativa não configura propaganda eleitoral e classificou a ação como uma tentativa de silenciar movimentos sociais.
“Não vão nos calar. Seguiremos firmes defendendo o voto de todo mundo e o fortalecimento da nossa democracia”, afirmou.
O Instituto Plena Cidadania também negou nesta 5ª feira (2.jul) irregularidades e compartilhou uma nota de repúdio nas redes sociais, na qual classificou a representação como preocupante. Segundo a organização, a campanha é suprapartidária e voltada ao incentivo da cidadania, sem vínculo com qualquer candidatura.
O processo foi encaminhado à presidência do TRE-SP.
Eis a nota de repúdio do Instituto Plena Cidadania:




