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Durigan diz que vai revisar subvenção da gasolina na próxima semana

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 4ª feira (1º.jul.2026) que o governo deve anunciar na próxima semana a revisão da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. Segundo ele, a medida será revertida diante da estabilização dos preços dos combustíveis após a redução das tensões no Oriente Médio.

A declaração foi dada em entrevista à Record. Durigan afirmou que a retirada faz parte do processo de desmontagem gradual das medidas emergenciais adotadas pelo governo durante a alta internacional do petróleo.

Segundo o ministro, o governo adotou subsídios e reduções tributárias para evitar impactos maiores na economia brasileira durante o período de aumento dos preços do petróleo.

“Nós atuamos de maneira pronta quando começou a guerra. O governo brasileiro, quando viu que o preço do petróleo subiu muito, que os preços de combustível no Brasil estavam subindo rapidamente, com risco de desabastecimento, de greve dos caminhoneiros, de prejuízo na logística da nossa safra, nós agimos rapidamente”, afirmou.

Durigan disse que as medidas tinham como objetivo conter efeitos sobre a inflação e proteger consumidores e setores econômicos afetados pela alta dos combustíveis.

“Nós colocamos subvenções, nós tiramos tributação rapidamente”, disse.

ENCERRAMENTO DA SUBVENÇÃO

O governo iniciou nesta 4ª feira (1º.jul) a retirada gradual dos incentivos com o encerramento da subvenção de R$ 0,35 por litro destinada ao diesel. Durigan afirmou que ainda permanecem uma subvenção adicional de R$ 1,12 para o diesel e outra de R$ 0,44 por litro para a gasolina.

“Agora, menos subvenção. Ainda tem duas subvenções de pé, que nós vamos avaliar e, à medida que o preço for cair, nós vamos tirar”, declarou.

Segundo o ministro, manter os benefícios por mais tempo poderia pressionar as contas públicas.

“Da mesma forma como eu fui pronto em colocar as medidas de pé para proteger a população, eu preciso ser pronto para, quando não tiver mais razão de ser, tirar”, afirmou.

Durigan citou a queda recente do preço internacional do petróleo para justificar a revisão das medidas.

“A guerra ainda tem alguma incerteza, porque existe um cessar-fogo sensível para ser confirmado. Mas estamos vendo os números caindo. O preço do barril de petróleo está caindo. Está próximo de US$ 70 agora, quando já foi de US$ 120”, disse.

INFLAÇÃO E COMBUSTÍVEIS

Durante a entrevista, Durigan afirmou que a preocupação com a inflação foi um dos fatores que motivaram a adoção das medidas emergenciais sobre os combustíveis. Segundo ele, aumentos no setor afetam não apenas o valor pago nos postos, mas também outros segmentos da economia.

“Quando a gente fez essas medidas no combustível, dando subvenção e tirando tributo, era justamente olhando para a inflação. Porque se você tem um aumento de combustível muito grande, além das pessoas pagarem caro pelo combustível, tudo que é transportado no país com combustível sobe o preço também”, afirmou.

O ministro disse que o governo acompanha fatores que podem pressionar os preços, como conflitos internacionais e oscilações no custo de produtos básicos. Também afirmou ser contrário ao controle direto de preços.

“Aqui no Brasil a gente não controla preço, e eu sou contra controle de preço”, declarou.

Durigan afirmou ainda que o governo espera encerrar o atual mandato com inflação em níveis historicamente baixos.

“Nesses 4 anos do presidente Lula, nós vamos ter a menor taxa de inflação da história do Brasil”, disse.

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