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Durigan diz não ter clima para falar da taxa de juros

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Durigan diz não ter clima para falar da taxa de juros

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta 5ª feira (2.jul.2026) que não há clima para comentar a taxa de juros. A declaração foi dada durante o Fórum Brasil Mais Verde, evento voltado à economia de baixo carbono.

Durigan falava sobre políticas para atrair investimento privado estrangeiro ao Brasil. Ao citar entraves, mencionou o sistema tributário e a variação cambial e evitou comentar a taxa de juros.

“O Brasil tem 2 principais desafios no investimento privado. Para além da taxa de juros nossa, que isso não vou falar, não tenho muito clima para falar isso agora”, afirmou.

Segundo o secretário, é preciso defender um Estado “eficiente” para atingir as metas econômicas.

“Acreditamos no Estado e, sem o Estado, não vamos atingir as metas. A diferença entre quem é de esquerda e progressista e quem é reacionário é o papel do Estado. Não vamos ganhar o debate se não defendermos um Estado eficiente, que tenha clareza de propósito”, declarou.

Durigan afirmou ainda que recebeu uma ligação do FMI (Fundo Monetário Internacional) informando sobre uma revisão da projeção de crescimento para o Brasil.

“Vamos ter hoje uma revisão do FMI. Me ligaram mais cedo, ajustando mais uma vez a previsão de crescimento do Brasil para 2026, mas também o potencial de crescimento para cima, em grande medida por conta da agenda ecológica e econômica”, disse.

Assista ao evento:

TAXA DE JUROS

O Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo, mesmo depois da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), em 17 de junho, de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Leia a íntegra do comunicado (PDF – 65 kB).

Levantamento da Lev Intelligence em parceria com a MoneYou mostra que, com a redução de 0,25 ponto percentual, a taxa de juros real ex ante do Brasil ficou em 9,67% ao ano, acima da registrada pela Rússia, de 9,31%, que ocupa a 2ª posição do ranking mundial.

Durigan disse ver espaço para novos cortes na Selic. Segundo ele, o governo tem contribuído para a redução da inflação com medidas pontuais e responsabilidade fiscal, o que pode abrir caminho para uma flexibilização monetária nos próximos meses.

Ranking de países com maiores reais no mundo; Brasil ocupa o primeiro lugar da lista com uma taxa de 9,57%