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Brasil quer produzir 12% dos minerais críticos do mundo até 2050

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O governo federal planeja aumentar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A meta consta no PNM (Plano Nacional de Mineração) 2050, apresentado nesta 5ª feira (2.jul.2026) pelo MME (Ministério de Minas e Energia) na reunião do CNPM (Conselho Nacional de Política Mineral), composto por 18 ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O objetivo proposto pelo MME não será estático e está sujeito a revisões. A meta considera uma lista desatualizada do governo que define o que são minerais críticos. A relação deve ser ampliada após a eventual aprovação do projeto de lei que cria a política nacional para a exploração desses materiais.

A área técnica do ministério avalia que a meta tem certo nível de ambição e espera revisá-la para cima caso o governo perceba avanço no ambiente de negócios do setor, que deve ser impulsionado pelos mecanismos de financiamento previstos no PL dos minerais, já aprovado na Câmara. 

O plano não detalha metas individuais para cada mineral dentro do documento principal, mas considera uma média da cesta de minerais para o cenário desejado pelo governo para 2050. Também não são apresentados os critérios usados para a elaboração da estimativa. Segundo o MME, os planejamentos e metas para a exploração de cada tipo de material, incluindo terras-raras, serão feitos separadamente em um documento posterior. 

O principal objetivo do governo para o segmento de minerais críticos é aproximar o volume de reservas geológicas que o Brasil possui da sua produção efetiva. No caso das terras-raras, o Brasil detém quase 25% das reservas mundiais, mas responde por menos de 1% da produção nacional desse tipo de material. 

PLANO PARA 2050

Elaborado em articulação dos ministérios que compõem o CNPM, o documento apresentado na manhã desta 5ª feira (2.jul.2026) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), contém a visão do governo para o setor mineral nos próximos 25 anos. O plano não será submetido a votação do Conselho. 

O PNM tem 230 páginas e contempla objetivos amplos que serão detalhados em um 2º documento, chamado pelo MME de “Plano de Metas e Ações”. O ministério deve publicar ainda nesta 5ª feira uma portaria para oficializar o novo planejamento, com as diretrizes para a elaboração das metas e ações específicas que deverão ser finalizadas em até 180 dias. 

Temas como mercado de capitais no setor, exploração de urânio, estratégias para minerais críticos e detalhamento de objetivos para cada mineral serão explorados neste 2º documento.

O Plano Nacional deverá ser revisado a cada 5 anos, enquanto o Plano de Metas e Ações será renovado a cada 4 anos.

Leia os principais objetivos do PNM 2050:

  • minerais críticos – elevar de 8,3% para 12,2% a participação brasileira na produção mundial;
  • PIB – crescimento da participação do setor mineral de 3,3% para 4,8%;
  • pesquisa – aumentar investimentos de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões anuais;
  • fertilizantes – reduzir a dependência externa de 87,3% para 34,9%;
  • empregos – gerar 800 mil postos de trabalho e atingir 2,8 milhões de empregos diretos no setor mineral;
  • transformação – elevar de 51,5% para 65% a participação da indústria de transformação no PIB do setor;
  • processos minerários – reduzir o tempo de análise de processos de 1.563 para 780 dias, com aumento de recursos para a ANM (Agência Nacional de Mineração), responsável por esses procedimentos. 
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