A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) está inclinada a desistir de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Aliados próximos pretendem dar mais tempo para que ela decida, mas tentarão convencê-la a concorrer em razão das causas que representa.
O plano do PL é lançar Michelle e a deputada Bia Kicis (PL-DF) como candidatas ao Senado pelo Distrito Federal.
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que aguarda a decisão de Michelle, que deixou a candidatura em aberto.
Michelle deixou a presidência do PL Mulher na 3ª feira (30.jun.2026). Em nota, a ex-primeira-dama afirmou que deixava o cargo para se dedicar à família. A repercussão do atrito com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pesou na decisão. Ela ocupava a presidência do PL Mulher desde 2023.
O anúncio foi feito depois de uma reunião entre Michelle e Valdemar na sede do partido, em Brasília. O encontro foi marcado depois da divulgação de vídeos em que a ex-primeira-dama afirma ter sido “humilhada” e “apunhalada” por Flávio.
O deputado federal Marcos Pereira, presidente do Republicanos, já afirmou que Michelle seria “muito bem-vinda” ao partido.
ATRITOS COM FLÁVIO
Nos vídeos publicados em 24 de junho, a ex-primeira-dama afirmou que o enteado a “desrespeitou e maltratou ao telefone”.
A crise familiar perdeu força depois que Flávio, pré-candidato à Presidência, pediu desculpas a Michelle e Valdemar tentou reduzir a tensão. No dia seguinte à divulgação dos vídeos, a ex-primeira-dama voltou a defender a “união” e negou qualquer desentendimento com o enteado.
Na 4ª feira (1º.jul.2026), Flávio Bolsonaro participou de um café da manhã com mulheres do PL para se aproximar do eleitorado feminino. No encontro, o 1º depois da saída de Michelle do comando do PL Mulher, afirmou que “respeita” a ex-primeira-dama e que “ela sabe que o Brasil não suporta mais 4 anos do PT”.
