O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), agradeceu nesta 3ª feira (30.jun.2026) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Plano Safra 2026/2027 para a agricultura familiar. A fala ocorreu durante anúncio da nova rodada do programa no Palácio do Planalto.
“Se não fosse pela sensibilidade do senhor, nós não estaríamos vivendo esse momento que irá levar para 17.000 produtores independentes de cana essa ajuda, que chega em uma boa hora para aliviar esse momento tão difícil”, disse Motta. Segundo ele, produtores podem ser beneficiados na Bahia, em Sergipe, em Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte.
O deputado afirmou que esses agricultores foram afetados por 3 fatores simultâneos: o “tarifaço norte-americano”, que taxou cotas de exportação do Nordeste, a queda do preço do açúcar no mercado interno e o aumento do custo dos insumos.
“Para o pequeno produtor, o resultado disso foi ver o seu canavial parado e a sua renda no vermelho”, disse Motta.
O presidente da Câmara disse também que, em seu mandato, deu prioridade a projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. Segundo ele, a Casa aprovou propostas do Executivo e de congressistas para apoiar pequenos produtores.
PLANO SAFRA 26/27
O governo anunciou nesta 3ª feira duas etapas do Plano Safra 2026/2027. Pela manhã, lançou o plano para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores rurais. À tarde, apresentou o plano da agricultura familiar, com R$ 97,3 bilhões para crédito rural, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. Ambas cerimônias foram realizadas no Palácio do Planalto.
O lançamento voltado à agricultura empresarial teve a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro da Agricultura, André de Paula. Já o anúncio da agricultura familiar contou com Lula, Motta, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a ministra da Casa Civil, Míriam Belchior, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
