O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu 1 minuto de silêncio em respeito ao “povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis” ocasionadas pelo terremoto que atingiu o país em 24 de junho. O pedido foi feito nesta 3ª feira (30.jun.2026) durante a cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai.
Na noite de 2ª feira (29.jun), Lula conversou com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez (PSUV, esquerda). Segundo o petista, até o momento da conversa, mais de 1.400 pessoas já haviam morrido, além de 3.150 estarem feridas, 60.000 desaparecidas e 10.000 desabrigadas.
“Tragédias como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da cooperação internacionais. Esse espírito de solidariedade orienta o Mercosul ao longo da sua história”, declarou.
TERREMOTO NA VENEZUELA
A Venezuela foi atingida por um terremoto duplo, de magnitudes 7,2 e 7,5, em 24 de junho. Os abalos sísmicos ocorreram a oeste de Caracas e derrubaram edifícios na capital venezuelana.
O epicentro do 1º terremoto foi localizado a 24 km a leste-nordeste de San Felipe, a uma profundidade de 21,8 km. O 2º tremor teve epicentro a 23 km a sudeste de Yumare, a uma profundidade de 10 km. Os 2 eventos foram classificados pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) com alerta vermelho, o nível mais alto de risco no sistema da agência.
O terremoto já se tornou o 15º mais letal da América Latina. Até o momento, 1.450 pessoas morreram e mais de 3.000 ficaram feridas. A busca por desaparecidos continua, com a ajuda de diversos países.

O ministro da Defesa, José Múcio, viajou na 3ª feira (30.jun.2026) a Caracas para se reunir com autoridades da Venezuela. Além da visita, o Brasil já enviou 5 voos humanitários com remédios, itens hospitalares e equipamentos para a construção de um hospital de campanha.
O 5º voo transportava cerca de 5,5 toneladas de insumos fornecidos pelo Ministério da Saúde, como medicamentos e testes rápidos solicitados pelo governo venezuelano. Segundo o órgão, as doações não comprometem os estoques do Sistema Único de Saúde.

