A fila de espera do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) caiu para 1,831 milhão de requerimentos em junho de 2026. O número é o menor registrado desde setembro de 2024, quando havia 1,771 milhão de pedidos pendentes. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (30.jun.2026) na reunião do Conselho Nacional de Previdência Social.
O número representa uma queda de 22% em relação a abril. Mesmo com o resultado, o governo de Lula tem retrospecto negativo: o volume de pedidos aumentou em 740 mil desde o início do atual mandato, alta de 68% em relação ao fim da gestão anterior.
O pico da fila foi registrado em fevereiro deste ano, quando chegou a 3,128 milhões de pedidos, o maior nível já registrado pelo INSS.
META DO GOVERNO ATÉ SETEMBRO
Dos 1,831 milhão de requerimentos em aberto, 555 mil estão sem resposta há mais de 45 dias. Esse é o número que o governo precisa zerar para considerar cumprida a promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de seu 3º mandato, em 2023.
O Ministério da Previdência definiu que “zerar a fila” significa eliminar o estoque de pedidos com mais de 45 dias sem resposta. Há cerca de duas semanas, em 11 de junho, Lula reafirmou a meta e disse que pretende cumprir o compromisso até setembro de 2026.
Na ocasião, o presidente afirmou que o governo está “trabalhando fortemente” para reduzir o tempo de espera dos segurados e atribuiu o aumento da fila à falta de servidores e ao crescimento da demanda por benefícios nos últimos anos.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou que a redução observada nos últimos meses demonstra que as medidas adotadas pelo governo começam a surtir efeito e que a meta estabelecida por Lula continua sendo prioridade da gestão.
MEDIDAS DO INSS
O INSS listou as ações implementadas para reduzir o volume de pedidos. Entre elas estão a nomeação de 300 analistas de seguro social, a ampliação de mutirões de análise e a ampliação da oferta de vagas de avaliação social.
O órgão também criou grupos de trabalho, priorizou o programa de gerenciamento de benefícios e intensificou o esforço para análise de pedidos de salário-maternidade.
Em abril deste ano, o governo trocou a chefia do INSS. Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do órgão, assumiu o posto depois da demissão de Gilberto Waller.
