O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta 3ª feira (30.jun.2026) que o governo federal irá apresentar, nos próximos dias, uma proposta para a renegociação de dívidas de produtores rurais. O plano é construído como uma alternativa ao PL 5.122 de 2023, classificado pela equipe econômica como uma “pauta-bomba“.
O ministro afirmou estar em diálogo com o Congresso Nacional para garantir estabilidade ao setor produtivo. Citou nominalmente o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
“Iremos apresentar uma proposta, já com o estado da arte das negociações, para o Congresso Nacional, inclusive o presidente Hugo Motta está aqui, tratando das renegociações de dívida rural, de modo que a gente siga nesse processo de quebra de recordes”, disse o ministro durante o evento de lançamento do Plano Safra 2026/2027 da agricultura empresarial.
Em 10 de junho, o Senado Federal aprovou o PL 5.122 de 2023. A proposta cria uma linha especial de crédito para aliviar dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos ou geopolíticos.
O texto tem impacto estimado em R$ 140 bilhões, segundo o Palácio do Planalto. A Frente Parlamentar da Agropecuária, contudo, diz que o custo é de R$ 65 bilhões em 13 anos.
Por ter sido alterado, o texto precisa ser apreciado mais uma vez na Câmara dos Deputados. A articulação de Durigan propõe um caminho focado no Executivo. O intuito é evitar que a Câmara aprove a proposta nos moldes do Senado, o que pode criar desgaste político com vetos presidenciais.
PLANO SAFRA 2026/2027
O Plano Safra 2026/2027 oferecerá, na temporada que começa na 4ª feira (1º.jul.2026), um total de R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores.
O montante representa uma alta de 1,7% em relação à oferta de crédito da temporada 2025/2026, de R$ 516,2 bilhões.
