O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), afirmou nesta 3ª feira (30.jun.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas políticas voltadas ao agronegócio. Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, ele disse que, “em tempos de Copa do Mundo”, Lula faz “7 a 1” em Bolsonaro no apoio ao setor e afirmou que produtores preocupados com os resultados da atividade estão satisfeitos com o atual governo.
“Já que estamos em tempos de Copa do Mundo, não é nem 2 a 1. É 7 a 1 para o presidente Lula, do ponto de vista do que faz pela agropecuária brasileira, para os pequenos e médios, sobretudo com a retomada do PAA, do Programa de Aquisição de Alimentos, com o uso de compras públicas e com a retomada dos estoques reguladores”, afirmou.
A declaração foi dada ao responder uma pergunta sobre a resistência política enfrentada pelo governo em Mato Grosso, Estado onde o agronegócio tem forte influência econômica. Segundo Boulos, quem analisa o setor sob a perspectiva econômica, e não ideológica, reconhece os resultados do governo.
“Quem é da agricultura, do agro, e está preocupado com o seu negócio, com o andamento da sua economia, e não com baboseira ideológica de bolsonarismo, eu acho que está satisfeito com o governo Lula,” disse Boulos
O ministro afirmou que o apoio ao agronegócio deve ser medido pelas políticas públicas implementadas, e não pelo discurso. Como exemplo, citou os recordes do Plano Safra e a reabertura de duas fábricas de fertilizantes da Petrobras, na Bahia e em Sergipe, para reduzir a dependência brasileira de importações.
Nesta 3º feira (30.jun) o governo anunciou o Plano Safra 2026/27 para a Agricultura Empresarial, com R$ 525 bilhões em crédito para custeio, investimento e comercialização da produção agrícola. O valor representa um aumento de 1,7% em relação à safra anterior, ou R$ 9 bilhões a mais do que o destinado ao ciclo 2025/26.
“Você apoiar a agropecuária brasileira não é ficar falando palavra de ordem, subindo em cavalo para tirar foto. Você apoiar a agropecuária brasileira é investir, garantir um bom crédito com o Plano Safra e ter políticas para produção de fertilizantes.”
Ao comparar os governos, Boulos afirmou que a gestão anterior não tomou medidas para ampliar a produção nacional de fertilizantes.
“Outro governo que se dizia amigo da agropecuária não fez nada. O presidente Lula reabriu duas fábricas de fertilizantes da Petrobras na Bahia e em Sergipe. Hoje nós somos dependentes em 80%.”
Na avaliação do ministro, parte da resistência ao governo decorre de fatores políticos, e não da situação do setor. “Há quem tenha sido picado pela mosquinha ideológica do Bolsonaro. Pode acontecer o que for, o governo Lula pode dar todas as garantias e todas as melhoras que o sujeito vai insistir em negar a realidade”, disse o ministro.
Boulos também afirmou que o governo mantém investimentos em Estados governados ou majoritariamente alinhados à oposição. Ele citou Mato Grosso e Santa Catarina como exemplos de unidades da Federação que receberam recursos federais independentemente do resultado das eleições.
“Se o Lula pensasse pequeno, ‘Mato Grosso não votou em mim, então eu não vou dar investimento para Mato Grosso; Santa Catarina não votou em mim, então eu não vou dar investimento para Santa Catarina’, o povo desses Estados seria prejudicado. Mas ele não faz isso.”
Segundo o ministro, os 2 Estados registraram investimentos federais recordes durante o atual governo. “Teve recorde de investimento em Santa Catarina, recorde de investimento em Mato Grosso, muito mais do que no governo anterior, em todas as áreas.”
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