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Na Argentina, Flávio promete aproximar Brasil de Israel se for eleito

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou, neste domingo (28.jun.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “antissemita” e prometeu reaproximar o Brasil de Israel caso seja eleito. 

As declarações foram feitas em Buenos Aires, durante a abertura da Latin America Chairmen’s Conference, promovida pela IFA (Israel Allies Foundation), em parceria com a AFOIA (American Friends of the Isaac Accords). Flávio deve se encontrar com o presidente da Argentina, Javier Milei, na 2ª feira (29.jun).

Assista ao discurso de Flávio (2min44s)

Lula está do lado errado da história e tenta jogar o País nesse buraco, mas não vamos deixar isso acontecer.
Vem com fé que o Brasil tem futuro! pic.twitter.com/qcAoUGDQlg

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 29, 2026

Ao tratar da política externa brasileira, Flávio afirmou que o governo Lula rompeu, na prática, a relação diplomática com Israel e criticou as declarações do presidente sobre a guerra na Faixa de Gaza. “Lula é antissemita, digo com convicção”, afirmou.

O senador também criticou o fato de o Brasil estar sem embaixador em Israel desde 2024 e prometeu mudar a condução da política externa caso chegue ao Palácio do Planalto.

“Em meu 1º dia como presidente receberei as credenciais do embaixador de Israel em Brasília”, declarou.

Flávio disse ainda que transferirá a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, medida defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas nunca implementada durante seu governo.

O pré-candidato declarou que pretende aderir aos Acordos de Abraão e aproximar o Brasil de Israel, dos Estados Unidos e da Argentina. Segundo ele, “a partir de 2027, o Brasil será irmão da Argentina e de Israel, sem medo”.

“ONDA AZUL” LATINA

Em seu discurso, Flávio afirmou que há uma mudança política em curso nas Américas e disse que o Brasil será “a peça que falta” para consolidar uma “onda azul” no continente. Segundo ele, governos ligados ao Foro de São Paulo prometeram prosperidade, mas entregaram inflação, pobreza, fechamento de empresas e aumento da criminalidade.

A expressão faz referência à chamada “Onda Azul”, movimento de avanço de governos de direita na América Latina que sucedeu a “Onda Rosa”, marcada pela ascensão de partidos de esquerda a partir do fim dos anos 1990.

O senador citou como exemplos dessa mudança os governos de Donald Trump, nos Estados Unidos, Javier Milei, na Argentina, Nayib Bukele, em El Salvador, Daniel Noboa, no Equador, e Santiago Peña, no Paraguai. Flávio afirmou que a direita hoje governa a maior parte da América Latina.

O senador atribuiu a Milei o início desse movimento político regional e elogiou as medidas econômicas adotadas pelo presidente argentino. Disse que o país deixou de ser um exemplo de crise para se tornar referência de recuperação econômica, enquanto o Brasil, sob o governo Lula, seguiria na direção oposta.

“O Brasil será o próximo, porque eu serei o próximo presidente do Brasil”, declarou.

Combate ao crime organizado

O senador também dedicou parte do discurso ao combate ao crime organizado. Defendeu maior integração entre os países da região para enfrentar facções criminosas.

Segundo Flávio, investigações da Polícia Federal e de órgãos de inteligência de Israel e dos Estados Unidos apontam ligações entre o Hezbollah e facções brasileiras envolvidas no tráfico de drogas e no contrabando de armas.

O filho de Jair Bolsonaro criticou o governo Lula por, segundo ele, fazer gestões para impedir que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

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